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Sérvia diz que acordo sobre Kosovo não está garantido e critica Alemanha

O Presidente sérvio Aleksandar Vucic declarou hoje que um acordo sobre o Kosovo, pretendido por Bruxelas, não está garantido, e criticou a oposição da Alemanha a uma eventual solução que implique a alteração das fronteiras na região.

Sérvia diz que acordo sobre Kosovo não está garantido e critica Alemanha
Notícias ao Minuto

00:00 - 09/09/18 por Lusa

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"Não estamos próximos de qualquer acordo. Para o obter não temos o apoio da comunidade internacional, é evidente, designadamente da primeira potência europeia", declarou Aleksandar Vucic aos media, interrogado sobre as posições da chanceler alemã Angela Merkel, que se tem pronunciado pela preservação das atuais fronteiras nos Balcãs.

O dirigente sérvio deslocou-se hoje às regiões de maioria sérvia no Kosovo, para abordar a atual situação das conversações com as autoridades de Pristina, mediadas pela União Europeia (UE), bloqueadas há vários meses.

Nas últimas semanas, os dirigentes de Belgrado e Pristina sugeriram a eventualidade de ajustamentos territoriais para solucionar o litígio sobre o Kosovo, que autoproclamou a independência em 2008, na sequência do conflito entre 1998 e 2000, com intervenção da NATO e a formação de um "protetorado internacional".

A Sérvia recusou-se, desde sempre, a reconhecer a independência desta sua ex-província do sul, com maioria de população albanesa.

Os ajustamentos territoriais poderiam implicar uma troca entre o norte do Kosovo, maioritariamente habitado por sérvios, pelo vale de Presevo, uma região do sul da Sérvia com maioria de população albanesa.

Após terem excluído qualquer alteração territorial, diversos governos ocidentais, em particular os norte-americanos, mas também a União Europeia (UE), parecem agora admitir essa hipótese.

No entanto, Alemanha e Reino Unido já manifestaram a sua oposição, por recearem um risco de nova desestabilização em toda a região dos Balcãs ocidentais com o regresso das reivindicações nacionalistas, em particular entre os albaneses da Macedónia, ou os sérvios da Bósnia-Herzegovina.

Merkel reiterou hoje a posição de Berlim, que considera potencialmente perigosa uma alteração de fronteiras nesta região que registou diversos conflitos armados na década de 1990, com um balanço de mais de 130.000 mortos.

"Creio que a integridade territorial é um ponto de partida importante para aproximar a região e um dia garantir uma cooperação mais próxima, quando todos os países forem membros da União Europeia", considerou a chanceler alemã em Skopje, à margem de um encontro com o primeiro-ministro macedónio.

"Temos um grande interesse numa região estável", assinalou, para acrescentar que "a região dos Balcãs ocidentais é decisiva para a estabilidade do conjunto da União Europeia".

Além da posição de Berlim, o presidente kosovar Hashim Thaçi está ainda confrontado com forte oposição interna sobre esta perspetiva.

O seu primeiro-ministro, Ramush Haradinaj, outro antigo chefe dos separatistas armados albaneses do Exército de Libertação do Kosovo (UÇK), já considerou que qualquer modificação das fronteiras conduzirá "à guerra".

O Kosovo já obteve o reconhecimento por mais de 110 países.

No entanto, e além da Sérvia, muitos Estados com peso internacional, em particular Rússia e China, continuam a opor-se à independência, impedindo a sua entrada na ONU.

Cinco países da UE, onde se inclui a Espanha, também rejeitaram o reconhecimento.

O impasse na formação de uma comunidade de municípios sérvios no Kosovo, após um acordo de princípio entre as duas partes, também tem dificultado o progresso negocial.

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