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Aviação russa faz ataques "mais intensos" do último mês em Idleb

A Rússia efetuou hoje os ataques aéreos mais "intensos" do último mês em Idleb, último bastião rebelde na Síria, com o regime de Damasco a largar também barris de explosivos, segundo um organização não-governamental.

Aviação russa faz ataques "mais intensos" do último mês em Idleb
Notícias ao Minuto

16:49 - 08/09/18 por Lusa

Mundo Síria

Os bombardeamentos nesta província que o presidente sírio, Bashar al-Assad, e a Rússia, sua aliada, ameaçam com uma ofensiva, já provocaram a morte de pelo menos quatro civis, incluindo duas crianças, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Nas últimas horas, tiveram lugar cerca de 60 incursões aéreas em várias localidades do sul e sudeste de Idleb, lideradas pela forças russas, que apoiam Assad, segundo o OSDH. A aviação síria também largou barris de explosivos na zona, acrescentou a mesma fonte.

O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, disse à AFP que o exército sírio também continuou os bombardeamentos de artilharia pesada contra posições 'jihadistas' e rebeldes, o que levou a algumas deserções.

Segundo o OSDH, os ataques aéreos russos já tinham feito na sexta-feira cinco mortos, quando tinham como alvo posições do Hayat Tahrir al-Cham, uma organização 'jihadista' criada pela antiga ramificação síria da Al-Qaida que controla 60% de Idleb, e posições do grupo rebelde islamita Ahrar al-Cham.

Estes são os ataques mais intensos no norte da Síria desde o ataque de 10 de agosto à localidade de Orum al-Koubra, que fez 53 mortos, 41 dos quais civis, de acordo com a mesma organização não-governamental.

O aumento da violência ocorre um dia após o fracasso de uma cimeira tripartida que reuniu em Teerão os presidentes da Rússia, da Turquia e do Irão para discutir o futuro do último bastião rebelde na Síria, onde parece iminente uma ofensiva do regime.

"O governo sírio tem o direito de assumir o controlo da totalidade do seu território nacional e deve fazer isso", disse na sexta-feira o presidente russo, Vladimir Putin, rejeitando um apelo do seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, para um acordo de cessar-fogo.

Hoje, a Rússia afirmou em comunicado ter "provas irrefutáveis" de que os rebeldes preparam uma "provocação" iminente em Idleb para justificar uma intervenção de países ocidentais, encenando falsos incidentes com o uso de alegadas substâncias tóxicas.

Em finais de agosto, a Rússia já tinha acusado os rebeldes de prepararem um ataque químico na província de Idleb para depois acusarem o regime de Damasco da sua autoria, dando um pretexto aos ocidentais para um ataque a posições do exército sírio na região.

Em abril, forças norte-americanas, britânicas e francesas lançaram mísseis contra alvos sírios, em resposta a um alegado ataque com 'sarin' e cloro em Duma, perto de Damasco.

As Nações Unidas já advertiram que uma ofensiva contra Idleb pode fazer até 800 mil deslocados e provocar uma "catástrofe humanitária".

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