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Airbnb, Lyft e Uber podem recusar atender neonazis em Washington

Os utilizadores da empresa de aluguer turístico Airbnb e os condutores das plataformas Uber e Lyft podem negar serviços aos supremacistas brancos que vão manifestar-se hoje em frente à Casa Branca, nos Estados Unidos.

Airbnb, Lyft e Uber podem recusar atender neonazis em Washington
Notícias ao Minuto

22:14 - 12/08/18 por Lusa

Mundo EUA

Cada uma das três empresas publicou esta semana um comunicado em que não criticam os neonazis, mas deixam claro aos seus condutores ou anfitriões que podem rejeitar atender qualquer potencial cliente que os faça sentir incómodos.

Tanto a Lyft como a Uber enviaram aos seus condutores mensagens recordando as normas de segurança e o seu direito a expulsar um passageiro do veículo caso se sintam ameaçados.

"A vossa segurança está em primeiro lugar. Se se sentem incomodados ou não são respeitados por um passageiro, podem cancelar essa viagem", explicou, em comunicado, Darcy Yee, um porta-voz da Lyft.

A Airbnb tomou medidas semelhantes para dar maior possibilidade aos seus utilizadores para lhes permitir cancelar reservas já efetuadas.

Em Charlottesville, há um ano, a Airbnb proibiu a reserva de casas àqueles que acreditavam que iam participar na marcha neonazi, e agora repetiu esta medida, negando acesso à plataforma àqueles que parecem simpatizantes do supremacismo branco.

Em declarações ao jornal local "Washingtonian", um porta-voz desta plataforma, Nick Papas, assegurou que a sua equipa está empenhada em "perseguir" comportamentos que sejam "opostos" aos seus valores.

Além disso, a associação de restaurantes da área metropolitana de Washington enviou aos estabelecimentos uma circular com informação legal sobre o seu direito de recusar clientes de grupos supremacistas e outras organizações políticas.

A marcha neonazi "Unir a direita", convocada para hoje na capital norte-americana, decorre um ano depois dos protestos em Charlottesville (Virgínia), onde uma mulher e dois agentes morreram.

Os organizadores esperam reunir 400 pessoas na sua marcha deste ano, que se concentra em frente à Casa Branca. Entretanto, grupos progressistas convocaram um protesto antirracista numa praça em Washington, de onde partirão em direção à residência presidencial.

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