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Mais de 100 detidos no Brasil em ação contra violência sobre mulheres

Mais de 100 pessoas foram detidas terça-feira nos Estados brasileiros de Rio de Janeiro e Minas Gerais por delitos contra a mulher, informaram hoje fontes oficiais.

Mais de 100 detidos no Brasil em ação contra violência sobre mulheres

Estas detenções ocorreram no dia do 12.º aniversário da entrada em vigor da designada Lei Maria da Penha contra a violência de género.

Em Minas Gerais, no sudeste do Brasil, a Polícia Civil deteve 61 homens suspeitos de violência machista, entre os quais um pai acusado de violar a filha de 14 anos.

No Rio de Janeiro, os comissariados de Atenção Especial à Mulher, um dos departamentos da Polícia Civil, mobilizou 75 agentes para cumprir 53 mandados de prisão, quatro dos quais contra acusados por tentativa de feminicídio.

"Aproveitamos datas especiais como esta para operações especiais que permitam dar visibilidade ao nosso trabalho. Queremos incentivar as mulheres a contactarem a polícia", declarou a comissária Gabriela Von Beauvais, titular de um daqueles comissariados, no Rio de Janeiro, em declarações à rede de televisão Globo.

Aprovada em 07 de agosto de 2006, a lei Maria da Penha prevê a proteção dos direitos das mulheres e endureceu a punição das agressões às mulheres.

Quase uma década depois, em 2015, entrou em vigor a lei do feminicídio, que prevê penas mais graves em casos de crimes motivados pela "discriminação contra a condição de mulher".

Apesar destas iniciativas, o número de mulheres mortas no Brasil em 2017 aumentou 6,5% em relação a 2016 e foi de 4.473. Deste total, pelo menos 946 foram considerados cassos de feminicídio, segundo estatísticas oficiais citadas pelo portal de notícias G1.

Com 72.839 denúncias contra a violência machista registadas no ano em curso, segundo a Central de Atenção à Mulher, o Brasil assistiu nos últimos dias a uma onde de crimes contra mulheres.

Na segunda-feira, um homem foi preso no Rio de Janeiro depois de confessar o assassínio da sua esposa, grávida, um dia depois de outra grávida ter sido morta pelo marido em Florianópolis, no sul do Brasil.

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