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Moscovo notificou Atenas de medidas "recíprocas" após expulsar diplomatas

A Rússia convocou hoje o embaixador grego para o notificar das medidas "recíprocas" contra a Grécia após a expulsão de dois diplomatas russos por Atenas, que acusa Moscovo de ingerência nas relações entre o Estado helénico e a Macedónia.

Moscovo notificou Atenas de medidas "recíprocas" após expulsar diplomatas
Notícias ao Minuto

17:25 - 06/08/18 por Lusa

Mundo Medidas

O ministério russo não precisou a natureza destas medidas, apresentadas como "recíprocas", sugerindo que Moscovo também optou pela expulsão de dois diplomatas gregos.

O embaixador grego, Andreas Friganas, foi convocado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros russo "onde lhe foi entregue uma nota informando das medidas recíprocas tomadas pela parte russa em resposta às ações hostis de Atenas em julho", indicou a diplomacia de Moscovo num curto comunicado.

Em meados de julho Atenas expulsou dois diplomatas russos e proibiu dois outros cidadãos da mesma nacionalidade de entrarem no seu território, segundo referiu um anterior comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

Atenas não especificou essas decisões -- dois países de religião ortodoxa que têm mantido tradicionais relações de proximidade --, referindo apenas pretender "garantir o interesse nacional" após uma "ingerência" de responsáveis russos no processo de negociações para solucionar o seu prolongado conflito com a vizinha Macedónia.

Em 17 de julho a Macedónia e a Grécia assinaram um acordo histórico para rebatizar a designada Antiga República Jugoslava da Macedónia (Fyrom, na sigla em inglês) em "Macedónia do Norte".

Este acordo destina-se a solucionar um diferendo com 27 anos sobre a utilização do nome Macedónia e permitirá à ex-república jugoslava obter uma adesão à NATO, mas a sua aplicação ainda está dependente de um referendo convocado pelo Governo de Skopje para finais de setembro.

Segundo os 'media' gregos, Atenas acusa diplomatas russos de terem tentado influenciar a comunidade monástica do Monte Athos, com reputação de fervoroso patriotismo, e as autoridades locais do norte da Grécia para organizar manifestações contra o acordo com Skopje.

Moscovo, que já tinha criticado fortemente a adesão da ex-república jugoslava do Montenegro à NATO em junho de 2017, considerou por sua vez que as "decisões antirrussas do Governo grego" foram motivadas pela realização da cimeira da NATO em 11 e 12 de julho, no decurso da qual a Aliança atlântica convidou Skopje a iniciar as negociações de adesão, devido ao acordo firmado com Atenas.

Com a eventual adesão da "Macedónia do Norte" à NATO, e por motivos diversos, apenas a Sérvia, Bósnia-Herzegovina e Kosovo -- entre os sete países que surgiram da desintegração da Jugoslávia socialista em 1991 --, permanecem fora da Aliança, numa região balcânica onde Moscovo também pretende preservar influência geopolítica.

A Bulgária e a Roménia, dois outros países dos Balcãs, aderiram à NATO em 2004.

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