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Dois colaboradores de Macron acusados de violência pela justiça

O chefe de segurança do Presidente francês, Alexandre Benalla, e um funcionário do partido presidencial, Vincent Crase, foram hoje acusados de violência pela Procuradoria de Paris, tendo o presidente Emmanuel Macron considerado "inaceitáveis" os atos que lhes foram atribuídos.

Dois colaboradores de Macron acusados de violência pela justiça
Notícias ao Minuto

23:35 - 22/07/18 por Lusa

Mundo França

Ambos foram filmados a agredir manifestantes durante um desfile do 1º de Maio, num caso que foi denunciado pelo jornal Le Monde.

No âmbito deste caso, foram detidos no sábado três polícias, por terem mostrado imagens de videovigilância a Alexandre Benalla, que também é acusado de "intromissão no exercício de uma função pública".

O Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou hoje que os factos que são imputados ao ex-colaborador são "inaceitáveis" e prometeu que não haverá "impunidade" neste caso, anunciou a equipa próxima do Chefe de Estado.

Os três polícias foram presos por "apropriação indevida de imagens de um sistema de videovigilância" e por "quebra de sigilo profissional".

No âmbito deste caso, o ministro do Interior francês, Gérard Collomb, será interrogado na segunda-feira às 10:00 locais (09:00 de Lisboa) pela comissão da Assembleia Nacional dotada de poderes de investigação, segundo o presidente desta comissão, Yael Braun-Piveta (do LREM, partido da maioria presidencial).

O ministro do Interior, Gerard Collomb, "condenou duramente" as ações destes três funcionários, suspensos na sexta-feira de manhã por precaução.

De acordo com várias fontes ligadas ao processo, os três oficiais superiores envolvidos, da Direção de Ordem Pública e Trânsito (DOPC) da Polícia de Paris, são o vice-chefe de gabinete, um comissário e o comandante responsável pelas relações entre a sede da polícia e o Eliseu.

A polícia realizou buscas na casa de Benalla - que está sob custódia policial desde a manhã de sexta-feira - em Issy-les-Moulineaux, nos subúrbios do sudoeste de Paris.

Segundo a procuradoria, as imagens de videovigilância foram "mal comunicadas a terceiros na noite de 18 de julho", precisamente na noite em que este caso foi revelado pelo jornal Le Monde.

Este processo envenenou por vários dias o executivo francês, acusado pela oposição de ter sido informado muito rapidamente das ações de Benalla e de ter tentado abafar o caso.

Benalla, cuja demissão foi anunciada na manhã de sexta-feira, tinha sido convidado como observador da polícia para supervisionar os desfiles do Dia do Trabalhador.

Vincent Crase, empregado do partido de Macron e reservista da polícia, também está sob custódia policial desde sexta-feira.

Crase estava com Alexandre Benalla a 01 de maio e é suspeito dos mesmos factos que o colaborador presidencial.

O chefe de gabinete do presidente Emmanuel Macron, Patrick Strzoda, que estava na comitiva, foi ouvido na quinta-feira como testemunha.

Além da investigação preliminar da justiça, aberta na quinta-feira por iniciativa da Procuradoria de Paris, um inquérito administrativo foi lançado pela autoridade que investiga a polícia e um outro inquérito pela Assembleia Nacional.

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