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Fracassada tentativa da Rússia de diálogo para paz na RCA

A Rússia tentou hoje realizar, em Cartum, capital sudanesa, uma reunião entre o Governo da República Centro-Africana e os principais grupos armados que operam naquele país africano, revelou a agência France Presse.

Fracassada tentativa da Rússia de diálogo para paz na RCA
Notícias ao Minuto

17:56 - 12/07/18 por Lusa

Mundo RCA

A reunião, organizada por Moscovo em paralelo com a mediação oficial conduzida por um painel da União Africana (UA) desde julho de 2017, acabou por não se efetivar, com a razão a ser avançada à agência noticiosa francesa pela Presidência da nação centro-africana.

"O chefe de Estado acredita que não há necessidade de envolver outros processos, tanto mais que o da União Africana está ainda em curso", disse o porta-voz da Presidência, Albert Yaloké-Mokpème, desmentindo uma presença oficial de autoridades centro-africanas em Cartum.

Dois grupos armados da antiga Seleka (coligação dominada pelos muçulmanos, que atacou Bangui, em 2013), o Movimento Patriótico para a África Central (MPC) e a União para a Paz na África Central (UPC) também não viajaram para a capital do Sudão.

De acordo com um analista consultado pela France Presse, os dois grupos foram submetidos "às pressões da França e do Chade".

No domingo, o grupo armado Frente Popular para o Renascimento da República Centro-Africana (FPRC) disse, em comunicado, que esta reunião deveria permitir "iniciar discussões preliminares sobre a reforma das forças armadas centro-africanas".

Desde o início de 2018, Moscovo promoveu instrução a militares em Bangui, entregou armas ao exército nacional e forneceu segurança para o Presidente Faustin-Archange Touadéra.

A tentativa de mediação russa acontece quando o painel da UA se reuniu, pela primeira vez, com o ex-presidente da República Centro-Africana, François Bozizé, no Uganda.

No processo desenvolvido pela UA para a paz na República Centro-Africana (RCA), país de 4,5 milhões de habitantes, várias mediações resultaram infrutíferas.

O conflito religioso entre forças do Governo (muçulmano) e fações opositoras (cristãs) perdura desde 2004, apesar de dois tratados de paz, um em 2007 e outro em 2011.

As Nações Unidas mantêm uma missão na RCA, a Minusca, que Portugal integra com a 3.ª Força Nacional Destacada Conjunta, composta por 159 militares, dos quais 156 do Exército, sendo 126 paraquedistas, e três da Força Aérea, que iniciaram a missão em 05 de março de 2018 e têm a data prevista de finalização no início de setembro deste ano.

Os 159 militares que estão no terreno compõem a Força de Reação Rápida (QRF) da Minusca e têm a sua base principal na capital, em Bangui, junto ao aeroporto, e já estiveram envolvidos em quase duas dezenas de confrontos.

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