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Ativista brasileira critica "impunidade" nos crimes contra ambientalistas

A irmã de um ambientalista assassinado no Brasil criticou hoje na Noruega a "impunidade" do sistema de justiça do Brasil, que não pune quem ataca os defensores do ambiente.

Ativista brasileira critica "impunidade" nos crimes contra ambientalistas
Notícias ao Minuto

16:41 - 28/06/18 por Lusa

Mundo Autores

"A impunidade é uma realidade cruel para os ativistas ambientais", lamentou Claudelice Silva dos Santos, irmã de José Cláudio Ribeiro da Silva, assassinado há sete anos na Amazónia.

Claudelice, 36 anos e também ativista ambiental, está em Oslo para participar do Fórum de Florestas Tropicais que se realiza esta semana, numa iniciativa da Agência Norueguesa para o Desenvolvimento e Cooperação.

O irmão de Claudelice foi assassinado com a esposa, Maria do Espírito Santo, em maio de 2011 na Amazónia brasileira.

O casal de ativistas vivia no assentamento da Praia Alta da Piranheira, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará.

O irmao de Claudelice e a esposa defendiam um projeto agroextrativista sustentável para o assentamento.

Desde 2005, os dois denunciavam a ação de madeireiros, carvoeiros e a posse ilegal da terra no assentamento de 22 mil hectares, que tinha perdido 75 por cento da sua área.

"A justiça no Brasil tem um lado e não é o lado dos defensores ambientais. A criminalização dos ativistas é uma realidade e o saldo que temos hoje, sete anos após o seu assassínio, é um pacote de injustiças", lamentou.

Desde o crime, o mandante foi absolvido pela justiça e o assassino que cometeu o crime foi condenado em 2013 a 40 anos de prisão, mas está foragido.

Claudelice afirma que a sua família sofreu ameaças durante anos até que tiveram que deixar a zona e viver na cidade de Marabá por precaução.

"Até hoje é perigoso ir ao assentamento", porque "as pessoas que cometeram o crime estão soltas", disse à Lusa.

Claudelice está em vias de criar uma fundação que leva o nome do casal de defensores do meio ambiente, mas tem tropeçado na burocracia e na falta de recursos.

"Resolvemos que não iríamos desistir e que o medo se transformaria em força", disse.

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