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ONU reúne de emergência para discutir incidentes em Gaza

A Assembleia Geral da ONU reúne-se na quarta-feira em sessão especial para discutir a situação da população civil em Gaza e nos territórios palestinos ocupados por Israel, revelaram hoje fontes diplomáticas.

ONU reúne de emergência para discutir incidentes em Gaza
Notícias ao Minuto

06:50 - 09/06/18 por Lusa

Mundo Assembleia Geral

A reunião de "emergência" da Assembleia Geral das Nações Unidas foi convocada pelo Presidente da Assembleia, Miroslav Lajcak, e terá início às 15.00 horas locais (21.00 GMT).

As decisões da Assembleia Geral da ONU, na qual os 193 países membros da organização estão representados, não são vinculativas, ao contrário do que acontece com o Conselho de Segurança.

A reunião foi solicitada pela Argélia, em representação dos países árabes, e pela Turquia, em nome da Organização de Cooperação Islâmica.

No pedido, Argélia e Turquia destacam a necessidade de proteger os civis nos territórios ocupados por Israel, incluindo Jerusalém Oriental e territórios palestinianos.

A reunião da Assembleia Geral surge depois de o Conselho de Segurança ter rejeitado uma resolução apresentada por Kuwait pedindo a proteção da população palestiniana em Gaza, em risco devido a ataques das forças de segurança de Israel.

Esta resolução não foi aprovada devido ao veto dos Estados Unidos, mas recebeu o apoio dez países.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, já rejeitou em comunicado a convocação desta reunião da Assembleia Geral.

"É lamentável que, em vez de condenar os terroristas do Hamas, alguns países estejam procurando satisfazer suas necessidades políticas criticando Israel nas Nações Unidas", afirmou.

Pelo menos três palestinianos, entre eles um menor, morreram e 618 pessoas ficaram feridas durante os protestos registadosna sexta-feira na fronteira entre Gaza e Israel, nos quais participaram vários milhares de pessoas.

O falecido de 15 anos foi identificado como Hayzam al-Jamal, atingido a tiro num dos locais onde decorrem os protestos junto à linha de fronteira, segundo um porta-voz do Ministério da Saúde palestiniano, Ashraf al-Qedra.

Dos 618 feridos, cinco estão em estado crítico, 117 foram feridos por munições reais, 21 por metralhadora, além de 56 atingidos pelo impacto das latas de gás lacrimogéneo e de 60 assistidos nos hospitais por inalação de gases.

O movimento de contestação designado "marcha de retorno", que reivindica o regresso dos refugiados palestinianos às terras de onde foram expulsos ou fugiram após a criação do Estado de Israel, em 1948, assim como o fim do bloqueio israelita à faixa de Gaza iniciou-se a 30 de março.

Desde essa altura foram mortos pelos israelitas pelo menos 119 palestinianos.

Fathi Hammad, dirigente do Hamas, disse na sexta-feira que os palestinianos "continuarão com as 'marchas do retorno' até que o bloqueio seja levantado e se consiga o direito a regressar".

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