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Putin quer participar na investigação ao abate do MH17

O Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, reclamou hoje participar na investigação internacional ao derrube do avião internacional da Malásia Airlines no leste da Ucrânia, em 2014, para poder aceitar as suas conclusões.

Putin quer participar na investigação ao abate do MH17
Notícias ao Minuto

23:30 - 24/05/18 por Lusa

Mundo Rússia

"Desde o princípio que propusemos trabalhar conjuntamente para resolver esta tragédia, mas, para nossa surpresa, não nos deixaram participar", disse Putin, durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, no Palácio de Constantino.

Putin reagiu assim à acusação feita hoje por uma equipa de investigadores internacionais, em Haia, de que o sistema Buk que disparou o míssil que abateu o aparelho provinha de uma unidade militar russa.

"A parte ucraniana trabalha ali (no local do sinistro), apesar de ter violado as regras internacionais por não ter encerrado o espaço aéreo onde estavam a ocorrer ações militares. Contudo, a Ucrânia está lá a trabalhar e a Rússia não", lamentou.

Por isso, acrescentou que para que a Federação Russa aceite os resultados do relatório "deve participar plenamente nas investigações".

Putin adiantou que esteve a trabalhar todo o dia, pelo que desconhecia os detalhes do documento divulgado hoje em Haia pelos investigadores holandeses da tragédia ocorrida há quase quatro anos.

Antes, o Ministério da Defesa russo insistiu em que foi a Ucrânia que derrubou em 2014 o avião da Malásia Airlines quando sobrevoava a região de Donetsk.

"A parte russa apresentou às forças de segurança holandesas provas exaustivas que demonstram (...) inequivocamente o envolvimento dos Buk ucranianos (e não russos) no derrube do avião de passageiros Boeing procedente dos Países Baixos", destacou-se num comunicado de fonte militar.

O procurador-geral da Holanda e membro da equipa de investigação à tragédia, Fred Westerbeke, garantiu hoje em conferência de imprensa que o míssil que derrubou o avião malaio pertencia à unidade militar russa, Brigada 53, baseada em Kursk, nas proximidades da Ucrânia.

O voo MH17 da Malásia Airlines, que fazia a rota entre Amesterdão e Kuala Lampur, foi derrubado por um míssil em 17 de julho de 2014 quando sobrevoava Donetsk, uma tragédia em que morreram os 298 ocupantes do aparelho, na sua maioria holandeses.

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