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Presidente do Parlamento Europeu refuta críticas à audição de Zuckerberg

O presidente do Parlamento Europeu (PE), Antonio Tajani, refutou hoje as críticas à audição ao fundador do Facebook, lembrando que Mark Zuckerberg compareceu voluntariamente em Bruxelas para se desculpar.

Presidente do Parlamento Europeu refuta críticas à audição de Zuckerberg
Notícias ao Minuto

11:38 - 23/05/18 por Lusa

Mundo Facebook

"Como sabem, o senhor Zuckerberg é um cidadão norte-americano. Ele foi obrigado a ir ao Congresso dos Estados Unidos. Ele não foi obrigado a vir aqui. Ontem, desculpou-se diante do PE, em 'streaming'. Toda a gente viu o PE interrogá-lo. Ele comprometeu-se a fazer tudo ao seu alcance para impedir outro escândalo como aquele que aconteceu. Ele prometeu fazer tudo o que puder para defender a liberdade dos cidadãos", vincou Antonio Tajani.

No evento no Parlamento Europeu, "One Year to Go", para assinalar a contagem decrescente de 365 dias até às próximas eleições europeias, que decorrerão entre 23 e 26 de maio de 2019, o presidente refutou as muitas críticas dos eurodeputados à audição do fundador do Facebook, frisando que, apesar de não ter respondido a todas as questões, Zuckerberg se comprometeu a responder a todas as dúvidas dos eurodeputados por email.

"Penso que a reunião de ontem foi um sucesso para o PE, porque o senhor Zuckerberg só aceitou responder na Europa diante do PE. Isso significa que o PE esteve no centro da política europeia", defendeu.

Para Tajani, a assembleia europeia desempenhou um papel "muito importante" com a audição ao fundador da rede social norte-americana.

"É preciso defender a liberdade dos nossos cidadãos, bloqueando as notícias falsas, combatendo o terrorismo, a discriminação, a violência. Penso que foi um bom resultado para o PE. Não foi uma audição, foi um debate político. Repito: ele não era obrigado a vir aqui", insistiu.

O político italiano salientou ainda o compromisso assumido por Zuckerberg na defesa das próximas eleições europeias.

"O Facebook irá trabalhar contra ataques vindos de fora da UE, e vai respeitar as novas regras da proteção de dados", completou.

Na terça-feira, o fundador da rede social Facebook desculpou-se, no Parlamento Europeu, pela incapacidade demonstrada pela sua empresa para evitar que os dados pessoais dos cidadãos europeus fossem erradamente usados.

O PE manifestou interesse em conhecer o alcance do uso abusivo de dados pessoais de utilizadores do Facebook, nomeadamente pela empresa Cambrige Analytica, para interferir em campanhas políticas, designadamente a do referendo sobre o 'Brexit'.

Em 07 de abril, a Comissão Europeia anunciou que o Facebook admitiu que os dados de "até 2,7 milhões" de utilizadores daquela rede social a residir na União Europeia possam ter sido transmitidos de "maneira inapropriada" à empresa britânica Cambridge Analytica.

Três dias antes, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, tinha admitido que a consultora Cambridge usou os dados de mais de 87 milhões de perfis, a maioria nos Estados Unidos, sem a autorização dos visados.

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