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UE responde a Pompeo: "Não há solução alternativa" para acordo com Irão

A Alta Representante da União Europeia para as Relações Exteriores afirmou hoje que "não há solução alternativa" para o acordo nuclear com o Irão, em resposta ao secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo, que defendeu "um novo compromisso".

UE responde a Pompeo: "Não há solução alternativa" para acordo com Irão
Notícias ao Minuto

20:58 - 21/05/18 por Lusa

Mundo Federica Mogherini

Federica Mogherini referiu, em comunicado, que a posição de Pompeo, que enumerou as condições para um "novo acordo" com Teerão, não "demonstra em nada como a retirada do Plano de Ação Conjunto (JCPOA, designação do acordo nuclear iraniano) fez ou tornou a região mais segura da ameaça da proliferação nuclear ou como a colocaria em melhor posição para influenciar a conduta do Irão em áreas fora do alcance do JCPOA".

"Não há solução alternativa ao JCPOA", concluiu Federica Mogherini.

Os Estados Unidos ameaçam exercer uma "pressão financeira sem precedentes" sobre o regime iraniano, mas admitem levantar as sanções caso Teerão respeite as exigências severas de Washington, anunciou o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo.

Num discurso em que apresentou a nova estratégia dos Estados Unidos da América após a retirada do acordo nuclear com o Irão, o secretário de Estado norte-americano enumerou 12 condições draconianas que considera que devem constar num tratado com Teerão que substitua o acordo assinado em 2015, com a administração de Barack Obama.

A Casa Branca exige, entre outros aspetos, que o Irão "acabe permanentemente" com o enriquecimento de urânio, o seu programa de mísseis balísticos e o seu envolvimento em alguns conflitos no Médio Oriente. Em troca, os EUA declaram-se prontos para levantar as suas sanções.

Mike Pompeo declarou que os EUA não pretendem renegociar o acordo nuclear assinado com o Irão e outras cinco potências em 2015, e preferem alcançar "um tratado" com Teerão que seja ratificado pelo Congresso norte-americano, de forma a garantir a sua permanência.

O Governo norte-americano quer que o Irão declare todas as tentativas antigas de construir uma arma nuclear, reabrindo um tema que a Agência Internacional de Energia Atómica, um organismo das Nações Unidas, já tinha declarado como encerrado.

Pompeo também exigiu que o Irão suspenda uma série de ações no Médio Oriente que há muito motivam a ira dos EUA e aliados, reclamando o fim do apoio aos rebeldes houtis xiitas no Iémen e ao Hezbollah, a retirada de "todas as forças" da Síria e o fim das ameaças a Israel.

O Irão também deve "libertar todos os cidadãos norte-americanos" desaparecidos no Irão ou detidos por "acusações falsas", disse.

Ao mesmo tempo, Washington oferece uma série de eventuais concessões a Teerão, caso concorde em realizar "mudanças profundas".

Sob um novo acordo, os Estados Unidos estariam dispostos a levantar todas as sanções, restaurar os laços diplomáticos e comerciais com o Irão, e até apoiar a modernização da economia iraniana.

Donald Trump anunciou no início do mês a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irão e o grupo dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) mais a Alemanha.

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