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Guterres está a seguir "de perto a evolução" no Saara Ocidental

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está a seguir "de perto a evolução da situação do Saara Ocidental", disputada por Marrocos e a Frente Polisário, e alertou contra uma eventual mudança do "status quo".

Guterres está a seguir "de perto a evolução" no Saara Ocidental
Notícias ao Minuto

03:23 - 20/05/18 por Lusa

Mundo Secretário-Geral ONU

Numa declaração sobre o Saara Ocidental, divulgada no sábado, António Guterres adianta que está a seguir "de perto a evolução da situação no Saara Ocidental".

Neste texto emitido pelo seu porta-voz Stéphane Dujarric, o secretário-geral da ONU alerta contra uma mudança no "status quo", sem especificar os motivos que levaram à publicação do texto.

De acordo com a última resolução do Conselho de Segurança, no final de abril, e tendo em vista "manter um ambiente propício à retomada do diálogo sob os auspícios do seu enviado pessoal, Horts Köhler, [António Guterres] apela à máxima moderação", refere o comunicado.

"Nenhuma ação suscetível de alterar o 'status quo' deve ser realizada", sublinhou o secretário-geral da ONU, sem mencionar a que se refere.

Nos últimos meses, Marrocos acusou por várias vezes a Frente Polisário, um movimento independentista, de ações que têm como objetivo mudar a situação no terreno, através de movimentos de pessoas e de transferências de estabelecimentos administrativos.

Rabat rompeu em 01 de maio as suas relações diplomáticas com o Irão, acusando o país de dar ajuda militar, com "o apoio" da Argélia, à Frente Polisário.

As forças marroquinas anexaram o Saara Ocidental em 1975 e, em 1991, após 16 anos de guerra, Marrocos e a Frente Polisário, braço armado da República Árabe Saarauí Democrática (RASD) apoiado pela Argélia, assinaram um acordo de cessar-fogo mediado pela ONU, que incluía um compromisso de realizar um referendo sobre a possível autodeterminação da antiga colónia espanhola.

Quarenta anos depois da ocupação daquele território, centenas de milhares de saarauis continuam a viver em campos de refugiados no deserto da Argélia e o referendo ainda não se realizou, sobretudo devido a exigências por parte de Rabat.

Rabat considera a antiga colónia parte do seu território e uma "causa nacional", propondo uma autonomia sob soberania marroquina, enquanto a Polisário, apoiada pela Argélia, exige o referendo sobre a autodeterminação.

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