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Libertado soldado israelita que abateu palestiniano a sangue frio

Elor Azaria foi condenado a 18 meses - e depois viu a pena ser reduzida - por assassinar a tiro um palestiniano ferido. Governo israelita congratula-se com saída da prisão do soldado.

Libertado soldado israelita que abateu palestiniano a sangue frio
Notícias ao Minuto

12:00 - 08/05/18 por Pedro Bastos Reis 

Mundo Elor Azaria

Foi libertado o soldado israelita que, em março de 2016, matou a tiro um palestiniano ferido no chão. Elor Azaria, de 22 anos, foi condenado, em fevereiro de 2017, a uma pena de prisão de 18 meses pelo assassinato de Abdul Fatah al-Shari.

O crime gerou grande discussão em Israel, nos territórios palestinianos e um pouco por todo o mundo. Um vídeo captado pela organização de defesa dos direitos humanos B'Tselem mostra Elor Azaria a abater a sangue frio, com um tiro na cabeça, al-Sharif, um palestiniano que, segundo as autoridades de Israel, momentos antes tinha tentado esfaquear, em Hebron, na Cisjordânia ocupada, soldados israelitas.

No vídeo, que pode ver abaixo (alertamos, desde já, para a violência das imagens), é possível ver que o palestiniano está imobilizado no chão, depois de já ter sido baleado e neutralizado pelas autoridades israelitas. No entanto, Elor Azaria decidiu balear al-Sharif na cabeça.

Estas imagens tiveram grande impacto após milhares de partilhas nas redes sociais, gerando grandes críticas por parte da comunidade internacional à atuação do exército israelita nos territórios palestinianos ocupados.

O soldado israelita disse que abateu o palestiniano porque temia que este tivesse um colete de explosivos, um argumento que não convenceu o juiz. Foi condenado a 18 meses de prisão, uma pena considerada curta pela família de al-Sharif, que denuncia uma “execução a sangue frio”, inferior até às que são aplicadas “a crianças palestinianas que atiram pedras aos soldados”.

Em defesa de Elor Azaria saiu o governo israelita e parte da sociedade israelita, que defendeu a atuação do soldado. A sentença de 18 meses acabou por ser reduzida e, esta terça-feira, Azaria foi mesmo libertado, dois dias antes da data prevista. Os media israelitas dizem que a saída antecipada se deve ao casamento do irmão de Azaria.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que já tinha manifestado o seu apoio a Azaria, congratulou-se com a saída do soldado da prisão. “Fico contente que esta situação tenha chegado ao fim”, disse Netanyahu, citado pela Al Jazeera.

No mesmo sentido, o ministro da educação, Naftali Bennett, do partido Casa Judaica, mostrou a sua felicidade no Twitter. Já o ministro dos transportes, Israel Katz, pediu que o registo criminal de Azaria seja limpo. 

“É tão bom ter-te de volta a casa!, escreveu Bennett. “Apelo ao presidente Reuven Rivlin para agir agora e apagar o registo criminal de Elor, para que ele possa ser integrado na vida civil e prosseguir com a sua vida”, disse  Katz.

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