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Qual é a melhor maneira para deixar de fumar, de acordo com a ciência

Há muito que a comunidade médica e científica procura ajudar os fumadores a desistirem de vez do vício. Geralmente as opções são duas: deixar de fumar de um dia para o outro ou gradualmente. Mas qual dos dois métodos é mais eficaz?

Qual é a melhor maneira para deixar de fumar, de acordo com a ciência
Notícias ao Minuto

21:36 - 19/03/18 por Liliana Lopes Monteiro

Lifestyle Fumadores

"Muitas pessoas creem que é senso comum que se deve deixar de fumar reduzindo aos poucos a quantidade de cigarros", diz a professora e investigadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, Nicola Lindson-Hawley, que conduziu um novo estudo sobre este tema publicado no periódico Annals of Internal Medicine.

Porém, os dados sugerem o contrário: desistir de repente e de uma só vez é a melhor solução. Foi esta a conclusão de Lindson-Hawley, juntamente com uma equipa de cientistas da mesma universidade, que analisaram mais de 700 voluntários que fumavam mais de 15 cigarros por dia e que há muito planeavam desistir do vício.

Durante a experiência foi estipulado um prazo de duas semanas para a total abstinência de tabaco dos observados. Metade dos indivíduos foi instruído que continuasse a fumar normalmente até essa data limite, e depois que parasse abruptamente. A outra metade foi comandada para que reduzisse o consumo de tabaco até que o prazo dos 15 dias chegasse ao fim. Ambos os grupos foram acompanhados por psicólogos, receberam adesivos de nicotina e terapia de substituição de nicotina, através de produtos como pastilhas ou sprays orais.

Os investigadores mediram a taxa de sucesso observando os indivíduos durante as quatro semanas após a data estabelecida de abstinência, e posteriormente até um período de seis meses.

Aqueles que pararam de fumar de repente foram os mais bem sucedidos a longo prazo, com uma performance 25 por cento melhor comparativamente ao grupo que reduziu o consumo de tabaco gradualmente.

Após as primeiras quatro semanas, cerca de 49 por cento do grupo que parou abrutamente prevaleceu sem fumar, relativamente a 39 por centro dos voluntários que foram reduzindo a dose.

No final dos seis meses, 22 por cento dos indivíduos do primeiro grupo continuava sem fumar, em comparação a apenas 15 por cento do grupo de fumadores que não parou de repente.

Peculiarmente, a maioria dos indivíduos disse preferir largar o vício do tabaco aos poucos, do que de súbito. Todavia, os gostos pessoais não refletem a taxa real de sucesso. "Mesmo que as pessoas prefiram parar gradualmente, a verdade é que é mais provável que parem de fumar de vez se desistirem de fumar repentinamente", garante Lindson-Hawley.

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