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Novo remédio para o colesterol diminui risco de morte

Uma nova droga utilizada no combate ao colesterol, usada em combinação com outros medicamentos que contém estatinas (substância padrão para reduzir o colesterol), mostrou ser capaz de reduzir o número de ataques cardíacos e de mortes, num estudo que envolveu 19 mil sobreviventes de enfartes.

Novo remédio para o colesterol diminui risco de morte
Notícias ao Minuto

10:00 - 12/03/18 por Liliana Lopes Monteiro

Lifestyle Estudo

Os resultados da droga – Praluent, foram anunciados neste sábado numa conferência de cardiologia na Florida, nos Estados Unidos. É a primeira vez que um medicamento destinado a diminuir o colesterol, é responsável pela redução de mortes por problemas cardíacos, desde que estatinas como o Lipitor ou o Crestor foram lançadas, há décadas, no mercado.

"É o derradeiro resultado; algo que realmente importa para os pacientes", disse o líder do estudo, o médico Gabriel Steg, no Hospital Bichat, em Paris.

Porém, os benefícios registados foram modestos – 167 pessoas iriam necessitar de tomar Praluent durante cerca de três anos para se prevenir uma única morte.

"É um custo elevado", que pode dificultar o seu uso, afirmou uma especialista independente, a médica Amit Khera, cardiologista no Centro Médico de Southwestern da Universidade do Texas, em Dallas, nos Estados Unidos, e porta voz da Associação Norte-Americana do Coração.

Para este estudo os médicos focaram-se em reduzir o LDL, ou o 'mau colesterol', para prevenir problemas cardíacos. Os fármacos à base de estatinas são conhecidos por serem os medicamentos mais indicados para o tratamento do colesterol alto, mas alguns indivíduos não toleram bem essas drogas e noutros casos os seus efeitos não são suficientes para o tratamento da doença.

O Praluent, que está no mercado desde 2015 (incluindo em Portugal) opera de modo diferente e reduz mais significativamente o colesterol. Os pacientes são injetados com o remédio uma a duas vezes por mês.

O novo estudo analisou um universo de 19 mil pacientes, que tinham anteriormente sofrido ataques cardíacos ou dores no peito, suficientemente graves que justificaram internamento hospitalar.

Todos tinham níveis do colesterol LDL superiores a 70, apesar de estarem a ser medicados com estatinas. Metade dos voluntários foram tratados com Praluent e o resto com medicamentos placebo. As doses de Praluent foram sendo aumentadas nos casos em que o LDL não descia para menos de 50.

Após quase três anos, 9,5 por cento dos pacientes que tomaram Praluent e 11,1 por cento sofreram um ataque cardíaco, derrame ou morreram devido a problemas do coração – 3,5 por cento dos que estavam a ser tratados com Praluent e 4,1 por cento sobre drogas placebo faleceram.

O que significa um risco de morte 15 por cento inferior para os pacientes que ingeriram Praluent. Os benefícios foram ainda mais significativos para os pacientes que começaram o ensaio clínico com um LDL superior a 100. Mais ainda, o Praluent não registou outros efeitos secundários prejudiciais para a saúde.

"Temos que reprogramar as nossas expetativas", afirmou o médico e diretor de cardiologia no Dartmouth-Hitchcock Medical Center, nos EUA. "Esta droga, que está há tão pouco tempo no mercado, ajuda claramente os pacientes de alto risco, no entanto nem tanto os de baixo risco, como quem padece de colesterol alto mas nunca sofreu um ataque cardíaco", explicou o especialista.

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