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Cancro na infância. Como viver quando o diagnóstico chega cedo demais?

A doença obriga a adaptações e traz limitações. Mas como adaptar a vida de uma criança quando o diagnóstico chega cedo demais?

Cancro na infância. Como viver quando o diagnóstico chega cedo demais?
Notícias ao Minuto

09:20 - 15/02/18 por Notícias ao Minuto

Lifestyle Cancro

Se num passado recente era aconselhado aos doentes oncológicos descanso e redução da atividade física, hoje este aspeto apenas se coloca “se o movimento provocar dor, aumento agressivo da frequênica cardíaca ou falta de ar” refere Pedro Almeida, PT fundador e responsável pelo projeto ‘Treino em Casa’, que tem como objetivo “levar o treino e a nutrição de forma descomplicada às pessoas, aonde quer que elas estejam”.

Cientes da importância e vantagens que o exercício físico pode trazer na qualidade de vida do doente oncológico, foi com este profissional que falámos sobre a atividade física em doentes oncológicos. “O descanso excessivo pode levar à perda de função corporal, resistência muscular e menor amplitude de movimentos. Para mim é claro que os doentes oncológicos devem ser fisicamente ativos”, começa por esclarecer.

O facto de, ao longo da sua experiência profissional, ter conhecido casos de doentes oncológicos que treinavam, leva-o a sustentar esta ideia. “A personalidade das pessoas revela-se no treino e o treino não muda a personalidade das pessoas, mas ajuda de uma forma inequívoca a controlar essa personalidade. Dito isto, essas pessoas são, por força da doença, mais resilentes e apaixonadas pela vida.” É graças a esta força de vontade, que se revê na busca de uma vida ativa, que os doentes com cancro que treinam “conseguem níveis de performance e recuperação acima do normal”.

A personalidade das pessoas revela-se no treino e o treino ajuda de uma forma inequívoca a controlar essa personalidade.Mas se no caso dos adultos o treino é algo mais controlado, como é no caso das crianças, normalmente mais ativas, mesmo que não pratiquem nenhum exercício físico em específico?

A esta questão, que se torna ainda mais relevante hoje, por se celebrar o Dia Internacional da Criança com Cancro, Pedro Almeida refere que “as crianças com cancro devem ser tratadas como comuns”, pelo que o treino mais indicado será aquele que vá ao encontro dos seus gostos e atitudes”.

Vencido o cancro, “a perspectiva da vida da pessoa muda, por isso penso que também a forma como se encara a prática também muda”, refere Pedro Almeida. Mas quando falamos de uma criança, que não tem a mesma maturidade para ultrapassar a doença, a estimulação à atividade física deve ser feita de outra forma.

Como exemplos, refere o caso de crianças que “precisam de socializar e ganhar competências nesta área”, a quem são adequados desportos coletivos. No caso de uma criança que precise de ganhar autoestima, “podemos optar por desportos individuais onde a criança se sinta mais enquadrada com a execução dos movimentos”.

A questão que aqui mais se prende, contudo, surge da sensibilidade da criança que sofre de cancro, o que obriga a que toda a atividade careca de autorização médica, ainda que em qualquer caso, “as crianças devem ser estimuladas a fazer exercício físico adaptado à sua condição no momento”, refere o PT, lembrando que tal será mais fácil de se incutir relativamente aos adultos, já que um dos fatores a ter em conta na hora de se praticar exercício físico é o histórico de atividade física do paciente, que em crianças é habitualmente mais comum e frequente.

As crianças devem ser estimuladas a fazer exercício físico adaptado à sua condição no momento.A par deste fator, os outros dois a ter em conta dizem respeito “ao tipo de cancro, extensão e agressividade do mesmo” e ao “tipo de tratamento e seus efeitos físicos”, esclarece Pedro Almeida.

Mas ainda que uma vida ativa seja aconselhada e estimulada, importa não esquecer que, “numa fase inicial da recuperação, é contraindicado exercícios com alto impacto, exercícios de força explosiva e exercícios que provoquem um aumento agressivo de frequência cardiaca”. Um acompanhamento próximo deverá, nestes casos, ser suficiente para garantir que a criança não ultrapassa os seus limites e que recupera de forma saudável e gradual.

Um exercício que antes do cancro era visto como fácil e de baixa intensidade, depois da doença será inevitavelmente praticado com maior esforço. Sobre esta recuperação de resistência não há um prazo a apontar, sendo que as melhorias se podem refletir “em poucas semanas e noutro casos demorar mais tempo”. Nesta fase, o principal foco para os pais deverá ser o de a criança atingir um peso saudável que se irá conseguir com “uma alimentação equilibrada e uma atividade física regular ao longo do tempo”.

O principal foco para os pais deverá ser o de a criança atingir um peso saudávelPara qualquer sobrevivente de cancro, “o exercício físico tem um efeito muito positivo sobre a condição cardiovascular, força muscular, composição corporal, fadiga, ansiedade, depressão, auto-estima, felicidade e vários fatores de qualidade de vida.” Um conjunto de motivos que estimula a que se pratique exercício físico, algo que deverá ser conseguido facilmente através de atividades motivantes.

Como Pedro Almeida referiu inicialmente, o importante é que as crianças com cancro, ou que passaram pela doença, sejam tratadas do mesmo modo que as outras. Deixá-las brincar ao seu ritmo será assim a melhor forma de recuperação. Ao sentir que está mais forte e autónoma nos seus movimentos, a criança ganhará confiança e autoestima, que consequentemente irão ajudar à recuperação psicológica e mental.

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