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Como os donos de animais devem preparar a casa para o Réveillon

A Passagem de Ano é sempre um momento de grande festa e barulho. Se planeia entrar em 2018 em casa e rodeado de pessoas, não se esqueça de zelar pela segurança e bem-estar do seu patudo.

Como os donos de animais devem preparar a casa para o Réveillon

O fogo-de-artifício é uma tradição de Passagem de Ano um pouco por todo o mundo, mas aquilo que é motivo de alegria e euforia para as pessoas, acaba por ser um momento de desespero para os animais, sejam eles domésticos ou não.

Para quem passa o ano junto de um animal, é possível criar um ambiente seguro e confortável para o patudo, minimizando os riscos de fuga e evitando que se magoem com o desespero que o barulho e a confusão podem causar.

“A nossa capacidade humana de perceber o mundo não é a mesma dos animais. A sensibilidade de audição e visão pode ser mais ou menos apurada dependendo de cada espécie. Nós temos uma capacidade de ver cores muito mais complexa que a maioria dos animais, mas a perceção auditiva deles é mais apurada do que a nossa”, diz a médica veterinária Vânia Plaza Nunes, diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal do Brasil e especialista em comportamento e bem-estar animal.

E os riscos para os animais no Réveillon, segundo Vânia, são vários. A luz e o brilho dos fogos-de-artifícios podem causar mais impacto nos animais noturnos, por exemplo, como os morcegos e os gatos. “Eles têm uma acuidade visual muito grande, pouca luz já é suficiente. Então aquilo [fogos-de-artifício] causa pânico, porque foge ao padrão normal a que eles estão habituados", explica.

Para o olfato, estes mesmos itens pirotécnicos são também prejudiciais, pois libertam pólvora e outras substâncias químicas e metais. Mesmo quando os fogos-de-artifício são disparados de barcos no mar, as substâncias depositam-se na água, onde também há muitas espécies de animais.

“Com o som, o problema é mais grave ainda”, explica a especialista, pois os animais captam os infrasons e os ultrasons, que não são percebidos pelos humanos. “Os morcegos usam isso para se orientar. Se [as pessoas] soltam fogos-de-artifício junto a matas, os morcegos vão perder a capacidade de voar, podem cair, entrar na casa das pessoas. Para os cães e gatos aquilo também não faz parte do comportamento normal, ficam muito assustados”, refere.

Segundo a médica veterinária, nestes momentos de festa e euforia, os animais têm o chamado comportamento de luta e fuga, que é um comportamento instintivo que todos os seres vivos têm para tentar defender-se. Assim como os animais, as pessoas com autismo e crianças pequenas também podem ficar incomodadas com os efeitos do fogo-de-artifício.

Preparar a casa para a festa… mas a pensar nos patudos

A especialista dá uma série de dicas que podem ser adotadas para minimizar o stress nos animais e evitar que fujam ou se magoem. Nas horas mais próximas à passagem de ano, isto é, assim que o possível fogo-de-artifício se aproxima, para quem ainda tem aves em gaiola, a especialista aconselha a deixá-las num ambiente fechado, sendo que os donos devem ir visitando os animais para ver se se encontram bem. “[Deve-se] deixar água suficiente apenas para beber, mas sem risco de se afogarem caso sofram uma queda”, alerta.

Para quem tem cães e gatos, não é recomendado dar calmantes aos animais, mas, uma semana antes do Réveillon os donos podem usar florais de Bach, que são extratos naturais que ajudam a acalmar. “E sempre que possível, procurar orientação do veterinário”, frisa.

Segundo a especialista, com a devida antecedência, é também possível preparar um ambiente confortável para o animal de estimação e, aos poucos, ir acostumando-o com esse mesmo ambiente.

É importante não deixar objetos que possa derrubar e não deixar portas ou janelas abertas, mas importa também evitar que o ambiente fique excessivamente aquecido.

A especialista recomenda ainda colocar uma música ambiente numa intensidade que vai competir um pouco com o som externo. “E, se possível, a pessoa pode ficar ao lado do patudo, porque a companhia acalma o animal. Mas é preciso ter cuidado para não reforçar o comportamento de medo no animal”, destaca.

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