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UAlg: Cientistas descobrem forma de detetar cancro do pâncreas mais cedo

Descoberta de biomarcador que permite detetar o cancro do pâncreas mais cedo foi feita por cientistas do Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve e mereceu destaque em revista internacional. Para a cientista responsável, Inês Faleiro, "é um desafio" contribuir para dar "maior esperança" aos pacientes do cancro do pâncreas.

UAlg: Cientistas descobrem forma de detetar cancro do pâncreas mais cedo
Notícias ao Minuto

08:04 - 16/12/17 por Melissa Lopes

Lifestyle Investigação

Quando falamos de cancro (não são poucas vezes e infelizmente pelas piores razões) temos plena consciência de que se trata de uma doença – como qualquer outra – que quanto mais precocemente detetada for, maior probabilidade existe de ser ‘aniquilada’. Não existindo cura, chegar o mais rápido possível à doença é o caminho trilhado por muitos investigadores. 

No Algarve, cientistas descobriram que há um gene há um gene que que está envolvido no processo de desenvolvimento e progressão da doença e que pode ajudar no diagnóstico e prognóstico do cancro do pâncreas, um dos mais difíceis de detetar.

A descoberta foi feita por Inês Faleiro e um grupo de investigadores do CBMR (Centro de Investigação em Biomedicina), liderados por Pedro Castelo-Branco. "O que fizemos foi comparar os tecidos de um paciente com cancro do pâncreas com um saudável e verificámos que havia uma alteração dos dois tipos de tecido que nos permitia diagnosticar os pacientes numa fase mais prematura da doença", explica Inês Faleiro ao Notícias ao Minuto. Essa alteração, sublinha, pode ser usada como ferramenta de diagnóstico por forma a tentar melhorar a taxa de sobrevivência dos pacientes. 

Concretamente, e em termos mais científicos, a investigação, levada a cabo pelo grupo de Epigenética e Doença Humana, do Centro de Investigação em Biomedicina, mostra que a metilação do THOR, uma região específica do gene da telomerase, que tem a particularidade de estar sempre “ativo” em casos de cancro, permite detetar a doença numa fase em que esta ainda não pode ser detectada a “olho” quando vista ao microscópio.

No entanto, o potencial da descoberta deste novo biomarcador vai além das possibilidades de diagnóstico, uma vez que, sendo mensurável em termos de percentagem, a análise dos níveis de metilação do THOR oferece aos investigadores importantes dados de prognóstico para compreender, em cada paciente, qual o estádio de evolução da doença e, inclusivamente, o seu grau de agressividade.

Esta descoberta revela que pacientes com elevados níveis de metilação do THOR apresentam tempos de sobrevivência inferiores e, pelo contrário, pacientes com baixos níveis de metilação do THOR parecem apresentar melhores perspetivas de tratamento.

Este tipo de cancro, acentua a investigadora, carece de ferramentas de diagnóstico certo e, por essa razão, "é um desafio tentar contribuir para essa área, de modo a dar maior esperança aos pacientes".

Note-se, assim, que, sendo o cancro do pancrêas um dos cancros que apresenta maior taxa de mortalidade devido a um diagnóstico tardio,a  descoberta desta equipa ganha especial importância se pensarmos que pode, a longo prazo e se implementada na área clínica, contribuir para uma deteção mais rápida da doença, possibilitando maior eficácia em termos de tratamento e podendo vir a permitir, no futuro, contrariar as decepcionantes taxas de sobrevivência neste tipo de cancro. 

A descoberta dos investigadores portugueses mereceu inclusive a publicação de um artigo científico na revista Future Oncology.

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