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Estudo encontra 'defeito' na dieta mediterrânea

A alimentação mediterrânea é uma das mais cobiçadas em todo o mundo, mas, diz a ciência, está longe de ser perfeita.

Estudo encontra 'defeito' na dieta mediterrânea
Notícias ao Minuto

08:44 - 03/08/17 por Daniela Costa Teixeira

Lifestyle Ciência

Mais frutas e vegetais, alguma carne magra e peixe, azeite como principal gordura, frutos secos cereais integrais como fonte de energia e ainda um copito de vinho por dia. A dieta mediterrânea não é apenas deliciosa, como é também uma das melhores aliadas da saúde humana... mas não da saúde financeira.

Publicado a 1 de agosto na revista científica International Journal of Epidemiology, o estudo levado a cabo pelo Instituto Neurológico Mediterrâneo (em Itália) avaliou 19 mil pessoas e concluiu que os efeitos benéficos da dieta mediterrânea apenas se verificavam nas pessoas de grupos socioeconómicos altos e que tinham estudos mais avançados.

De acordo com uma das mentoras do estudo/projeto Moli-Sani, a cientista Marialaura Bonaccio, é "improvável" que "uma pessoa de baixa condição socioeconómica que se esforça para seguir um modelo mediterrâneo" obtenha "as mesmas vantagens de uma pessoa com maiores rendimentos".

Citado pelo site Science Alert, o estudo italiano diz que a dieta mediterrânea está associada a uma queda de 60% do risco de doença cardiovascular, mas que tal só se verifica nas pessoas com uma educação além do Ensino Secundário e cujo rendimento anual da família se aproxima dos 40 mil euros.

Na prática, destaca a investigação, embora a dieta seja a mesma, as pessoas com rendimentos mais elevados consomem mais peixe e produtos orgânicos e integrais, que são ligeiramente mais caros, mas que oferecem maiores níveis de antioxidantes e polifenóis. Além disso, as pessoas mais ricas tendem ainda a comer furta de uma forma mais variada.

Já as pessoas com menores rendimentos seguem a dieta mediterrânea, mas vêm-se obrigadas a optar por alimentos com menor qualidade nutricional e a ter uma alimentação menos variada.

Giovanni de Gaetano, que também participou no estudo, defende que "não podemos continuar a dizer que a dieta mediterrânea é boa para a saúde, se não pudermos garantir um acesso igual".

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