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Osteoartrose: Tudo o que precisa de saber sobre a 1ª causa de dor crónica

Sabe o que é a osteoartrose? E o que é que a distingue da osteoporose? O Lifestyle ao Minuto falou com o fisiatra Dr. António Brito de Aguiar e conta-lhe tudo o que precisa de saber sobre este problema de saúde.

Osteoartrose: Tudo o que precisa de saber sobre a 1ª causa de dor crónica

Vulgarmente conhecida por artrose, a osteoartrose é uma lesão da cartilagem articular em que se dá a diminuição quer da qualidade quer da quantidade da cartilagem.

O Lifestyle ao Minuto falou com o Dr. António Brito de Aguiar sobre a osteoartrose e o fisiatra começou logo por sublinhar que as pessoas confundem muito a osteoartrose com a osteoporose. “A osteoartrose é uma lesão no espaço entre os ossos, nas articulações. Já a osteoporose não tem nada a ver com as articulações, trata-se de uma diminuição da densidade do osso, em que osso fica poroso", esclarece.

Apesar de ambas serem mais comuns nas pessoas mais idosas, entre os 45 e os 50 anos 15% das pessoas já têm queixas ligadas às artroses, depois passam a 80%. A osteoartrose é uma doença que dá muito mais queixas do que a osteoporose, pois a osteoporose só provoca dor quando acontece uma fratura devido a quedas - ou em casos de fragilidade tal do osso que ocorrem fraturas espontâneas a espirrar ou tossir - enquanto a osteoartrose é a primeira causa de dor crónica e de incapacidade temporária, sublinhou o fisiatra.

Aparece muito no joelho, na anca, na coluna vertebral, nas mãos, nos pés, etc. E, na prática, o que se passa na osteoartrose é que “o organismo deixa de conseguir reparar as múltiplas agressões que a articulação sofre ao longo da vida.”

A osteoartrose leva as pessoas muitas vezes ao médico. O principal sintoma é a dor, mas também há a rigidez matinal. “As pessoas dizem que a articulação tem de aquecer”, comentou o especialista.

Apesar de ter a si associada uma certa inevitabilidade, pois todos envelhecemos, o médico frisou que há formas de prevenir ou de atrasar a doença. Desde logo evitar exercícios ou profissões com grande impacto para as articulações, evitar a todo o custo o excesso de peso, usar calçado antiderrapante, com sola viscoelástica e fazer correção postural.

O especialista revelou ainda que há substâncias que têm um efeito modificador da evolução da doença. “Podemos não ficar à espera que ela aconteça ou que ela progrida.”

Há muitas substâncias no mercado, mas as que estão absolutamente comprovadas como modificadoras da evolução da doença são a glucosamina e condroitina e os fármacos que melhor absorvemos são o sulfato de glucosamina e o sulfato de condroitina. Já as doses recomendadas são 1500 mg e 800 mg, respetivamente. Têm um efeito não só na dor, mas em modificar a evolução da doença, explicou o médico.

“Há uma série de estudos que dizem que nas pessoas a tomar estes suplementos – que existem na própria articulação – a espessura da cartilagem não diminui.” O Dr. António Brito de Aguiar aconselha este tipo de prevenção a partir dos 45-50 anos, no entanto lamentou que, apesar de ser essencial fazer a toma combinada das substâncias, um dos fármacos (condroitina) não seja comparticipado pelo Estado e que a glucosamina tenha limite de receita. Cada paciente só tem direito a três prescrições. “Aquilo que se passa com as seguradoras, passa-se no Sistema Nacional de Saúde, os orçamentos têm limites, mas não é de todo equilibrado com as necessidades concretas de um doente crónico.”

E acrescentou: “A questão é sempre o doente crónico (...). Nós podemos interferir na evolução [da doença] e na qualidade de vida do doente, mas as limitações em termos de custo têm peso, naturalmente. Digamos que a técnica está muito mais avançada do que a nossa capacidade de a pôr ao serviço das pessoas.”

Quando não se faz a prevenção, o fim de uma artrose é muitas vezes a prótese. “Quando há uma falência da articulação, resta substitui-la. O caso mais extremo que tenho na minha consulta é uma senhora que tem seis próteses, duas do ombro, duas da anca e duas do joelho. Ela diz-me com algum humor que funciona muito melhor com as próteses do que com as articulações que tinha, porque evidentemente já estavam muito deterioradas, provocavam muita dor e impunham-lhe grandes limitações.”

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