Valorizar, respeitar e amar... e não apenas no Dia dos Namorados

No dia em que o romantismo sai à rua e o amor toma conta de quase todas as montras do comércio, fomos perceber junto da terapeuta conjugal Cláudia Morais qual a verdadeira importância da celebração do Dia dos Namorados.

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Lifestyle Cláudia Morais

Nas mensagens trocadas com a cara-metade, nas conversas dos locutores de rádio, nos anúncio televisivos, nas montras do comércio local ou até simplesmente no pensamento de cada um, hoje é o dia em que mais se canta a icónica música de John Paul Young: 'Love is in the air'.

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Mas o amor deve estar no ar durante todo o ano e não apenas no Dia dos Namorados. Quem o diz é a terapeuta conjugal Cláudia Morais, que defende que o São Valentim é uma boa data para celebrar o amor, assim como qualquer outro dia do ano. Mas o Dia dos Namorados é sempre uma boa desculpa para dizer mais um 'amo-te'.

"Nem todas as pessoas valorizam esta data da mesma forma. Aquilo que é importante é que cada um de nós conheça a pessoa que está ao nosso lado e que faça o que está ao seu alcance para a fazer feliz", diz a especialista num e-mail enviado ao Lifestyle ao Minuto, salientando que "isso também se aplica (ou deveria aplicar-se) à celebração do Dia dos Namorados".

"Gostar verdadeiramente de alguém é querer fazê-lo feliz mesmo que isso implique sair da nossa zona de conforto. Então, mesmo que eu não goste da data ou, pelo menos, não lhe atribua especial significado, posso investir algum tempo no sentido de surpreender a pessoa que amo se isso for importante para ela", continua.

Para a terapeuta conjugal e autora de ‘Os 25 Hábitos dos Casais Felizes’ (editora Manuscrito), "o Dia dos Namorados é mais uma oportunidade de celebrar o amor – tal como o são outras datas". O amor deve estar presente o ano todo, incluindo nas datas que dizem algo ao casal. "Alguns casais cumprem o ritual de ir jantar fora para celebrar o aniversário de casamento, o aniversário de namoro ou até o aniversário da data em que se conheceram. Outros não valorizam nenhuma destas datas mas alimentam a relação com viagens anuais – que são outro tipo de rituais".

Para algumas pessoas, diz, o Dia dos Namorados "será sempre importante na medida em que represente mais uma oportunidade de mostrarem o quanto gostam uma da outra. Para outras, a data pode ir perdendo importância na medida em que haja rituais a que deem mais valor", continua.

Mas, se o Dia dos Namorados é um bom mote para celebrar o amor, pode também ser para atenuar alguns arrufos? Para a também psicóloga, "todos os dias são bons para tentar resolver o que está mal numa relação. O Dia dos Namorados está associado ao amor e aos gestos românticos, pelo que pode ser gerador de algum sofrimento para as pessoas que estejam a atravessar um mau momento na relação".

Contudo, frisa, "a existência de um dia em que se fala de amor em todo o lado e em que se vê rosas vermelhas por todo o lado pode avivar as feridas e, consequentemente, trazer mais alguma tensão a uma relação em crise. Mas também pode servir para que cada um dos membros do casal reflita sobre a importância da relação e, sem pressas, dê o primeiro passo no sentido de mostrar que está disposto a lutar pela reaproximação".

Quando questionada sobre o que é que os casais jamais devem fazer no Dia de São Valentim, a especialista volta a destacar a importância de "não desvalorizar os sentimentos da pessoa". "Se a pessoa de quem gostamos valoriza a data, não faz sentido ridiculariza-la ou desvalorizar aquilo que sente. Isso implicaria rejeição e a sensação de desamparo", diz, acrescentando que também lhe "parece desajustado cobrar à pessoa de quem gostamos que se comporte de forma completamente distinta daquilo que é".

Cláudia Morais, autora do blogue A Psicóloga, nota que "é importante que tenhamos expectativas realistas e que deixemos de olhar para as relações como oportunidades de reproduzir aquilo que vemos nos filmes. Uma coisa é expressarmos as nossas necessidades e esperarmos que a pessoa de quem gostamos valorize os nossos sentimentos. Outra coisa seria fazer exigências que implicassem que aquela pessoa se sentisse desconfortável".

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