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Médico revela o que acontece ao nosso fígado quando bebemos álcool

Arsénio Santos, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), assina este artigo, em antecipação à Semana da Consciencialização para o Álcool, que decorre de 1 a 7 de julho.

Médico revela o que acontece ao nosso fígado quando bebemos álcool
Notícias ao Minuto

17:28 - 25/06/24 por Notícias ao Minuto

Lifestyle Saúde

O fígado é um órgão que desempenha um papel crucial no metabolismo e na desintoxicação do corpo, sendo responsável pela metabolização do álcool através de vários processos bioquímicos. No entanto, quando a ingestão de álcool é elevada, estas capacidades podem ser comprometidas.

Com o tempo, esta sobrecarga pode levar ao desenvolvimento de doenças hepáticas, como a esteatose hepática (fígado gordo), hepatite alcoólica e cirrose hepática. A esteatose hepática é, frequentemente, o primeiro estádio da doença hepática relacionada com o álcool. Caracteriza-se pela acumulação de gordura nas células do fígado e é, muitas vezes, assintomática. No entanto, se não for controlada, pode progredir para formas mais graves de doença hepática.

Notícias ao Minuto © Arsénio Santos, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado

A hepatite alcoólica, por exemplo, é uma inflamação do fígado que pode causar sintomas como febre, icterícia e dor abdominal. Esta condição pode ser grave e, em alguns casos, fatal. A progressão da doença hepática alcoólica pode culminar na cirrose hepática, uma condição em que o tecido hepático saudável é substituído por tecido cicatricial. Este processo impede o fígado de funcionar corretamente e pode levar a complicações ainda mais graves, incluindo insuficiência hepática e cancro do fígado. Quando já existe cirrose, ela é muitas vezes irreversível, mas a sua progressão pode ser retardada ou mesmo evitada através da abstinência do álcool.

É crucial compreender que os riscos associados ao consumo de álcool não se dirigem apenas aos grandes consumidores. Mesmo o consumo moderado pode causar danos ao fígado, especialmente se for realizado de forma contínua ao longo do tempo.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde, não existe uma quantidade de álcool que possa ser considerada inteiramente segura. Mesmo pequenas quantidades, que ultrapassem um a dois copos por semana de qualquer bebida alcoólica, podem ser prejudiciais, pois os efeitos do álcool dependem das características pessoais e do estado de saúde de cada indivíduo. Fatores como a genética, o estado nutricional e a presença de outras doenças podem influenciar a suscetibilidade de uma pessoa ao dano hepático induzido pelo álcool.

Durante a Semana da Consciencialização do Álcool, a APEF encoraja todos a reavaliar os hábitos de consumo de álcool. Adotar uma abordagem consciente e informada pode não só proteger o fígado, mas também melhorar a saúde geral e a qualidade de vida. A prevenção é a melhor estratégia e, para isso, a educação e a sensibilização são ferramentas essenciais!

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