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Monkeypox: Cientistas explicam porque é que o vírus afeta mais os homens

Foi divulgada, na semana passada, uma amostra de um estudo que explica o porquê de serem os homens, principalmente os bissexuais e homossexuais, os mais afetados pelo Monkeypox.

Monkeypox: Cientistas explicam porque é que o vírus afeta mais os homens

O número elevado de infeções de Monkeypox continua a ser um mistério, tanto para o público geral, como para os cientistas. Os homens, bissexuais e homossexuais, são o grupo da população mais afetado e agora uma equipa de especialistas confirmou o porquê. Os dados têm como base a população do Reino Unido. 

Os investigadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine explicam que 'homens que fazem sexo com homens' (tradução literal da sigla usada oficialmente - MSM) e que têm um elevado número de parceiros sexuais diferentes, estão mais em risco de contrair Monkeypox, devido ao facto de se tratarem de uma rede limitada de pessoas. Esse facto que faz com que o vírus se consiga espalhar com mais rapidez.

Para já, o risco para a população geral é reduzido, confirmam os autores do estudo. 

A investigação explica ainda que o atual surto do vírus tem características epidemiológicas distintas e muito diferentes de situações que aconteceram no passado. Realçam, ainda, a rápida disseminação entre os ‘homens que fazem sexo com homens’.  

A equipa estudou dados sobre os padrões de parceria sexual para modelar a propagação de Monkeypox, não só entre homens, mas também fora desse grupo. Como ainda não se confirmou quão contagioso é o vírus, também criaram modelos baseados em diferentes cenários, com variados níveis de riscos.

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Alguns investigadores, como Demetre Daskalakis, diretor do Centro de Controle e Prevenção de HIV/Sida dos Estados Unidos da América, teorizam que é possível que o vírus acabe por encontrar outro tipo de grupos vulneráveis. Em declarações ao American Association for the Advancement of Science, o especialista recordou que um vírus semelhante ao Monkeypox, o ‘staphylococcus aureus’, começou por afetar homens homossexuais e bissexuais, no início da década de 2000, e acabou por se espalhar entre atletas e até prisioneiros. Dizendo que também é possível que o Monkeypox comece a infetar profissionais do sexo e os seus clientes. 

O estudo ainda não foi submetido a revisão de pares e, por isso, ainda não pode ser considerado como um guia para a prática médica. É possível que estas descobertas não se apliquem à população mundial, já que a amostra se limita ao Reino Unido. 

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O Monkeypox, da família do vírus que causa a varíola, é transmitido de pessoa para pessoa por contacto próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados.

O tempo de incubação é geralmente de sete a 14 dias, e a doença, popularmente conhecida por varíola dos macacos, dura, em média, duas a quatro semanas.

A doença é endémica na África Ocidental e Central e menos perigosa que a varíola.

A Direção-Geral da Saúde recomenda às pessoas que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, que procurem aconselhamento médico.

Leia Também: Já há mais de 3200 casos de Monkeypox no mundo, diz OMS

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