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Estudo aponta que metabolismo da glicose pode revelar esconderijo do VIH

Investigadores detetaram características metabólicas de células infetadas pelo vírus da SIDA que podem ser usadas em tratamentos mais eficazes contra a doença viral.

Estudo aponta que metabolismo da glicose pode revelar esconderijo do VIH

Há décadas que os cientistas tentam incansavelmente encontrar uma cura para o VIH, sendo que um dos grandes entraves reside no comportamento do vírus, que consegue penetrar o seu material genético em genes humanos e permanecer escondido, ou seja, escapando da vigilância imunológica do organismo, conforme explica um artigo publicado na revista Galileu.

Tal significa, que as células podem estar 'silenciosamente' infetadas pelo VIH durante um longo período de tempo, sem o patógeno ser detetado. 

Leia Também: Universidade de Oxford começa ensaio clínico com vacina contra o VIH

E agora uma equipa internacional de investigadores sugere resolver este grande obstáculo através da análise do estado metabólico das células.

"O metabolismo celular é a nova fronteira na luta contra muitas enfermidades", disse, num comunicado à imprensa, o investigador italiano Iart Luca Shytaj, professor convidado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no Brasil. 

No estudo, divulgado na publicação científica EMBO Molecular Medicine, os académicos observaram que os depósitos virais, onde o VIH pode permanecer oculto e resistir a tratamentos com fármacos antirretrovirais, caracterizam-se por uma modificação específica no metabolismo da glicose. Consequentemente, as células infetadas pelo vírus estão assim dependentes de vias alternativas para conseguirem metabolizar o açúcar.

Segundo Shytaj, a pesquisa inédita revela como o efeito da auranofina, medicamento que já apresentou resultados promissores em ensaios clínicos realizados previamente pode ser reforçado. Mais ainda, reitera a relevância do metabolismo da glicose na infeção pelo vírus da SIDA.

Explorando essa alternativa, indica a revista Galileu, deverá começar em 2022 um novo ensaio clínico na Universidade Federal de São Paulo. 

Leia Também: Médico explica: Viver com SIDA no séc. XXI ainda é uma sentença de morte?

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