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Como a mutação da Delta e da Épsilon consegue fugir das células de defesa

Estes são os resultados de um estudo realizado no Japão.

Como a mutação da Delta e da Épsilon consegue fugir das células de defesa

A mutação L452R - comum às variantes Delta (Índia) e Épsilon (Califórnia) - garante ao SARS-CoV-2 uma maior capacidade de fugir da resposta imunológica das nossas células. Estes são os resultados de um estudo liderado por investigadores das universidades de Tóquio e de Kunamoto, no Japão e citado pela Galileu.

Segundo os mesmos, a alteração ocorre numa posição do genoma viral que está relacionada ao encaixe do vírus nas nossas células e à proteína spike. Para chegar a esta conclusão, foi estudada a imunidade celular dos linfócitos T (um tipo de leucócito), uma vez que grande parte dos estudos já feitos se concentra apenas nos anticorpos de neutralização.

Assim, os investigadores analisaram amostras de várias mutações do vírus e constataram que a L452R interfere na região de atuação de moléculas responsáveis por distinguir elementos internos e externos ao corpo. Neste caso, o alelo HLA-A24.

“A mutação L452R não só evita a imunidade celular HLA-A24, como também pode aumentar a taxa de infeção do vírus", afirma Chihiro Motozono, da Universidade de Kumamoto.

Leia Também: Estudo recomenda 2.ª dose para eficácia da Janssen contra novas variantes

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