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Gene da juventude impacta na regeneração do tecido muscular, diz estudo

Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto concluíram que a "ausência do gene da juventude" em células musculares que não se dividem tem "um impacto positivo na regeneração do tecido muscular".

Gene da juventude impacta na regeneração do tecido muscular, diz estudo
Notícias ao Minuto

11:33 - 14/06/21 por Lusa

Lifestyle Universidade do Porto

Em comunicado, o instituto do Porto afirma que a investigação, publicada na revista Cells, mostra que a ausência do gene da juventude, designado FoxM1, tem impacto positivo na regeneração do tecido muscular.

A investigadora Elsa Logarinho, do i3S, já tinha demonstrado num estudo publicado na Nature Communications que o envelhecimento das células da pele está "diretamente relacionado" com a expressão do gene FoxM1.

Citado no comunicado, o investigador Fábio Ferreira esclarece que o intuito da mais recente investigação foi "perceber melhor como é que este gene [FoxM1] controla outras funções celulares num organismo vivo".

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Nesse sentido, os investigadores usaram como modelo animal larvas de peixe-zebra, em particular, as miofibras (células mais diferenciadas e que não se dividem do músculo esquelético).

Com recurso a uma técnica de edição genética, designada CRISPR/Cas9, os investigadores editaram o genoma das miofibras do peixe-zebra, perturbando o gene FoxM1.

A equipa de investigadores "descobriu que a ausência ou perda do FoxM1 causa a morte das miofibras, mas, contrariamente ao que acontece na pele, verifica-se um aumento das células vizinhas que regeneram esses tecidos, as chamadas células estaminais ou regenerativas", refere o i3S.

O estudo permitiu assim concluir que nas miofibras o gene tem a capacidade de "sinalizar de uma maneira indireta as células que estão ao lado", potenciando o processo de regeneração.

Também citada no documento, a investigadora Elsa Logarinho, líder do grupo "Aging and Aneuploidy" e coorientadora do estudo, afirma que a expressão normal de FoxM1 nas miofibras "é importante para regular as células estaminais no musculo" e que os baixos níveis deste gene "causam a perda de regeneração muscular".

No âmbito deste estudo, os investigadores descobriram ainda que a expressão da proteína Cas9 nas fibras musculares "causa morte celular".

"Percebemos que o recurso a esta técnica de edição do genoma é, por si só, prejudicial porque induz a morte de células", refere José Bessa, investigador do i3S que também coorientou o estudo.

Para o líder do grupo "Vertebrate Developmet and Regeneration", esta descoberta "levanta questões quanto ao uso da tecnologia CRISPR/Cas9 em organismos vivos, em particular nos humanos", defendendo por isso que se realizem "mais estudos sobre este tipo de manipulações do genoma".

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