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ORF8, a proteína misteriosa e mortal ligada à gravidade da Covid-19

Investigadores examinaram a estrutura atómica da proteína ORF8 do novo coronavírus SARS-CoV-2, por trás da doença da Covid-19. O objetivo da estrutura é evadir e abrandar a resposta do sistema imunológico.

ORF8, a proteína misteriosa e mortal ligada à gravidade da Covid-19

Uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, identificou a estrutura atómica da ORF8, uma proteína do SARS-CoV-2 cuja função consiste em auxiliar o patógeno a 'escapar' e a atrasar a resposta das células imunológicas humanas.

A pesquisa foi publicada na PNAS, e divulgada num artigo na prestigiada revista Galileu, tendo o potencial de possibilitar novos tratamentos antivirais adaptados unicamente para a Covid-19.

"Usando cristalografia de raios-X, construímos um modelo atómico de ORF8, que destacou duas regiões exclusivas: uma que está presente apenas no SARS-CoV-2 e o seu ancestral imediato em morcegos e outra que está ausente de qualquer outro coronavírus", explicou o líder do estudo, James Hurley, num comunicado emitido à imprensa

"Essas regiões estabilizam a proteína (que é uma proteína secretada, não ligada à membrana como as proteínas de pico características do vírus) e criam novas interfaces intermoleculares. Nós, e outros na comunidade de pesquisa, acreditamos que essas interfaces estão envolvidas em reações que de alguma forma tornam o SARS-CoV-2 mais patogénico do que as estirpes das quais ele evoluiu", acrescentou. 

De acordo com os cientistas, a sequência de aminoácidos da ORF8 é tão distinta de qualquer outra proteína que os cientistas não possuíam qualquer referência relativa ao seu formato, sendo a forma 3D de uma proteína que dita a sua função.

No decorrer da pesquisa, os investigadores juntaram múltiplos métodos de análise e trabalharam durante mais de seis meses no laboratório até alcançarem a proeza. 

Conforme explica a Galileu, os vários tipos de coronavírus passam por mutações distintas de vírus como os da influenza ou VIH, que rapidamente acumulam pequenas mudanças através de um processo denominado hipermutação. Porém, nos coronavírus, enormes blocos de ácidos nucleicos frequentemente movem-se por meio de recombinação e, quando tal ocorre, podem surgir grandes e vastas regiões de proteínas.

Exames genéticos realizados nos primórdios da pandemia revelaram que, quando o vírus passou dos morcegos para os seres humanos, uma mutação de recombinação significativa sucedeu na zona do genoma do SARS-CoV-2 que codifica para a proteína ORF7, presente em muitos coronavírus.

A ORF8, a sua nova forma, rapidamente suscitou o interesse dos cientistas de todo o mundo devido ao facto de que casos de divergência genética expressiva como o detetado costumam ser o motivo de virulência de uma nova estirpe.

Segundo Hurley: "basicamente, essa mutação fez com que a proteína duplicasse de tamanho, e a substância que dobrou [de tamanho] não estava relacionada a nenhuma forma conhecida".

"Há um núcleo de cerca de metade da [proteína] que está relacionada a um tipo de formato conhecido em estruturas de coronavírus anteriores, mas a outra metade é completamente nova", concluiu o especialista. 

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