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Afinal, Parkinson é mais do que uma doença, são duas. Estudo explica

Uma equipa de cientistas sugere que a doença degenerativa do cérebro pode ter ínicio no cérebro, intestinos e no coração.

Afinal, Parkinson é mais do que uma doença, são duas. Estudo explica
Notícias ao Minuto

11:55 - 28/09/20 por Notícias ao Minuto 

Lifestyle Parkinson

Investigadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, publicaram um estudo no periódico Brain, reportado num artigo divulgado na revista Galileu, que aponta que a doença de Parkinson não se trata de uma, porém de duas patologias. 

De acordo com os cientistas, tal explica o motivo pelo qual os sintomas tendem a variar dependendo do paciente. 

Em termos clínicos, a doença de Parkinson distingue-se pela degeneração gradual do cérebro resultante da acumulação de alfa-sinucleína. Proteína esta que causa danos nos neurónios. Consequentemente, este processo causa movimentos lentos e rígidos, nomeadamente tremores dos membros.

Para efeitos daquela pesquisa, revela a Galileu, os investigadores recorreram ao uso de técnicas avançadas de PET scan e de ressonância magnética, de forma a examinar minuciosamente pacientes que sofriam da patologia e outros detentores de um risco elevado de desenvolvê-la no futuro.

A análise, segundo os cientistas, apontou que, por vezes, o Parkinson alcançou cérebro previamente aos intestinos e coração. Já em outros doentes registou-se o processo contrário.

"Até agora, muitas pessoas consideravam a doença relativamente homogénea e era definida com base nos distúrbios clássicos do movimento. Mas, ao mesmo tempo, ficamos intrigados sobre o porquê de existir uma diferença tão grande entre os sintomas dos pacientes”, afirmou um dos investigadores Per Borghammer, num comunicado emitido à imprensa. 

“Com esse novo conhecimento, os diferentes sintomas fazem mais sentido e é também nessa perspectiva que as pesquisas futuras devem ser vistas", acrescentou. 

A revista Galileu, conta que os cientistas classificam as duas variedades da doença como “corpo primeiro” ou “cérebro primeiro”.

Relativamente ao corpo, os investigadores pretendem estudar a composição das bactérias nos intestinos, isto porque indivíduos que sofrem de Parkinson apresentam uma microbiota diferente. 

Para  Borghammer: "agora que somos capazes de identificar os dois tipos de doença de Parkinson, podemos examinar os fatores de risco e fatores genéticos que podem ser diferentes para os dois tipos". 

“A próxima etapa é analisar se, por exemplo, a doença de Parkinson pode ser tratada cuidando dos intestinos com transplante de fezes ou de outras maneiras que afetemmicrobioma", elucidou. 

Entretanto, quando o cérebro é o primeiro a ser atingido, os cientistas  creem que a prevenção e tratamento serão mais complexos, já que na maioria dos casos a doença de Parkinson tende a ser assintomática - não manifestar sintomas -, até aparecerem os primeiros problemas motores. 

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