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Alzheimer: Cientistas criam neurónios artificiais para 'atacar' doença

A nova tecnologia é capaz de imitar as respostas dos neurónios biológicos, podendo substituir os que foram danificados ou mortos por doenças neurodegenerativas.

Alzheimer: Cientistas criam neurónios artificiais para 'atacar' doença
Notícias ao Minuto

09:30 - 06/12/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Tratamento de Alzheimer

Investigadores britânicos criaram neurónios artificiais que podem ser implantados no cérebro para reparar os danos provocados por doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. Segundo a equipa, as células eletrónicas – um tipo de chip de silício – é capaz de imitar as respostas dos neurónios biológicos quando ativadas pelo sistema nervoso.

Os cientistas relataram ainda que o dispositivo pode ser capaz de reparar lesões na medula espinhal, onde a conexão neural foi totalmente cortada ou onde as células cerebrais morreram por completo. Outro possível uso para o chip seria para tratar a insuficiência cardíaca. Isso porque, além do cérebro, medula espinhal e sistema nervoso, é possível encontrar neurónios também ao redor do coração. 

“Os neurónios fazem parte do cérebro, do sistema nervoso central e há doenças induzidas por esses neurónios que se decompõem, perdem a sua função ou não se regeneram. Por isso é importante ter biocircuitos que possam substituir esses neurónios defeituosos e restaurar a sua função vital”, disse Alain Nogaret, da Universidade de Bath, no Reino Unido, ao jornal The Telegraph. 

A tecnologia foi criada utilizando modelagem computacional, através de equações que explicam como as células respondem ao receber sinais elétricos de nervos específicos para que o chip possa reproduzir essa reação.

A equipa ainda não testou a eficiência do dispositivo em seres humanos, mas as experiências realizadas em camundongos conseguiram replicar a produção de neurónios na região cerebral do hipocampo e no sistema respiratório logo que o chip recebeu estímulos de diferentes nervos. Os resultados foram publicados esta semana na revista Nature Communications

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