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Existe uma ligação entre massa muscular e risco cardiovascular?

Estudo diz que sim.

Existe uma ligação entre massa muscular e risco cardiovascular?

Um novo estudo encontrou uma ligação entre menor massa muscular e maior risco de eventos cardiovasculares em homens com 45 anos ou mais. Esta associação, indica a investigação, é válida mesmo para homens sem histórico de doença cardíaca.

Alguma perda de massa muscular ocorre naturalmente à medida que as pessoas envelhecem, especialmente os homens. De facto, estudos já confirmaram que após os 30 anos de idade, a massa muscular tende a diminuir em 3-5% por década nos homens.

É possível prevenir e minimizar essa perda mantendo-se ativas

Alguns estudos anteriores sugeriram que pessoas com doenças cardiovasculares com maior perda de massa muscular também apresentam maior risco de morte prematura. No entanto, até o momento, pouca ou nenhuma investigação científica analisou as possíveis associações entre a massa muscular e o risco cardiovascular em pessoas sem problemas cardíacos ou circulatórios preexistentes.

Recentemente, especialistas do Centro de Investigação Biomédica em Saúde Mental de Madrid, Espanha, da Universidade de Canberra, na Austrália, e da Universidade de Atenas, na Grécia, realizaram um estudo com o objetivo de preencher essa lacuna.

O novo estudo - cujos resultados estão publicados no Journal of Epidemiology & Community Health, e cujo primeiro autor é Stefanos Tyrovolas - analisou os dados de uma amostra de participantes do sexo masculino com 45 anos ou mais, cobrindo um período de acompanhamento de 10 anos.

As descobertas sugerem que, pelo menos nos homens, a manutenção da massa muscular pode ajudar a combater problemas cardiovasculares.

A equipa analisou as informações médicas de 2020 participantes - dos quais metade eram homens e a outra metade mulheres - durante um período de 10 anos. Todos, exceto um dos participantes, tinham 45 anos ou mais e não sofriam de doenças cardíacas no início do estudo.

No início, os participantes forneceram dados sobre o estilo de vida, como dieta e exercício, bem como informações como a gordura no sangue, biomarcadores de inflamação sistémica, peso e pressão arterial. Os investigadores explicam que todos esses valores são importantes, pois podem afetar o risco de uma pessoa ter problemas cardiovasculares. Além desses dados, também foi calculada a percentagem de massa muscular dos participantes.

Durante o período de 10 anos de acompanhamento, foram registados 272 eventos cardiovasculares, fatais e não fatais. Todos esses casos ocorreram na amostra de 1019 participantes que tinha 45 anos ou mais.

A equipa descobriu que os homens eram quatro vezes mais propensos a desenvolver doenças cardiovasculares do que as mulheres. Além disso, encontraram uma relação entre o menor volume de massa muscular e um maior risco de problemas cardiovasculares no caso dos homens.

No outro extremo do espectro, os homens com o maior volume de tecido muscular tiveram um risco 81% menor de eventos cardiovasculares, em comparação com aqueles que tinham menor massa muscular no início do estudo.

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