Meteorologia

  • 16 DEZEMBRO 2019
Tempo
12º
MIN 9º MÁX 14º

Edição

“Diagnóstico precoce das complicações da diabetes deve ser uma exigência"

“Diagnóstico precoce das complicações da diabetes deve ser uma exigência das pessoas e dos sistemas de saúde”. Especialista da APDP alerta para a necessidade de deixarmos de ser “uma sociedade facilitadora da diabetes e da obesidade”.

“Diagnóstico precoce das complicações da diabetes deve ser uma exigência"
Notícias ao Minuto

13:30 - 14/11/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle A epidemia do século XXI

Os portugueses conhecem a diabetes, sabem que, por cá, lidamos com o flagelo das doenças cardiovasculares, “mas desconhecem a forte associação entre as duas”. Quem o diz é João Filipe Raposo, diretor clínico da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), que deixa o alerta, a propósito do Dia Mundial da Diabetes, que se assinala hoje dia 14, salientando que “o facto das complicações cardiovasculares e outras complicações parecerem surgir tardiamente na evolução da diabetes, dificulta a compreensão desta associação e também a motivação das pessoas com diabetes em alterar estilos de vida ou a aderir mais aos tratamentos propostos". 

Retinopatia, neuropatia, doença aterosclerótica cardíaca ou cerebral, pé diabético, depressão, são várias e diferentes as complicações associadas à diabetes. A esta lista juntam-se ainda a insuficiência cardíaca e a doença renal crónica, complicações que surgem precocemente na pessoa com diabetes tipo 2, sendo desconhecidas para esta. Por isso, esclarece o especialista, “as pessoas com diabetes devem ter um acompanhamento por parte de equipas de saúde multidisciplinares de proximidade, devidamente treinadas nas competências específicas do que é o tratamento destas pessoas”.

Mais ainda, o especialista defende que “o diagnóstico precoce das complicações da diabetes deve ser uma exigência por parte das pessoas com diabetes e dos sistemas de saúde. Só o tratamento inicial da diabetes e das eventuais complicações levará a um menor peso do que estas representam em custos para o nosso país”.

Para aumentar a consciencialização, João Filipe Raposo considera necessário “saber dar a informação de forma adequada e criativa a toda a população. Precisamos de saber medir o impacto das campanhas que implementamos, nomeadamente através da medida dos resultados em saúde a curto, médio e longo prazo. Precisamos também de mais formação e de recursos adequados nas estruturas de saúde para poderem dar respostas efetivas às necessidades da nossa população”.

Numa altura em que, de acordo com os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) 67,6% da população portuguesa acima dos 15 anos tem excesso de peso ou é obesa1, e sabendo que a maioria das pessoas com diabetes tem excesso de peso ou obesidade2, aqui o combate “tem de ter como ponto de partida a adoção de uma estratégia global de intervenção ao longo do ciclo de vida das pessoas, começando ainda na fase pré-natal (motivando as futuras mães e pais para a necessidade de manter um ambiente saudável para os seus filhos), passando pelo ciclo escolar, entrada no mercado de trabalho, reforma e envelhecimento ativo. Esta estratégia tem de ir mais além do que o da participação das estruturas e recursos tradicionais da saúde, englobando todos os parceiros da comunidade, redefinindo políticas de urbanismo, trabalho, mobilidade, alimentação, etc”, reforça o especialista.

João Filipe Raposo refere ainda que “a prevenção da diabetes mellitus tipo 2 passa pela mudança de hábitos alimentares (de escolhas menos saudáveis para escolhas mais saudáveis e em menor quantidade do que habitualmente) e pelo aumento da atividade física, promovendo a redução do peso corporal”. Mudanças que, ainda que aparentemente de responsabilidade individual, “só poderão ter sucesso se incorporadas numa mudança global de sociedade – de uma sociedade facilitadora da diabetes e da obesidade para uma sociedade que conduza à adoção de comportamentos mais saudáveis. É esta a razão do lema da Organização Mundial de Saúde em todas as políticas”.

No âmbito do Dia Mundial da Diabetes, a APDP, com o apoio da AstraZeneca, prepara-se para lançar uma campanha que, além de alertar a população para o risco aumentado que a pessoa com diabetes tem de desenvolver doenças cardiovasculares, é também um teaser para a campanha de 2020. Maria Diabetes e Zé Coração vão ser os personagens principais desta campanha, numa alusão à relação entre a diabetes e as doenças cardiovasculares que, quando existe, deve ser cuidada (como qualquer relação a dois).

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Receba dicas para uma vida melhor!

Moda e Beleza, Férias, Viagens, Hotéis e Restaurantes, Emprego, Espiritualidade, Relações e Sexo, Saúde e Perda de Peso

Obrigado por ter ativado as notificações de Lifestyle ao Minuto.

É um serviço gratuito, que pode sempre desativar.

Notícias ao Minuto Saber mais sobre notificações do browser

Campo obrigatório