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Sete factos a saber sobre os 'serial killers', psicólogo forense alerta

Mauro Paulino, Psicólogo Clínico e Forense, junta-se à estação televisiva norte-americana Crime + Investigation para desvendar a mente dos 'serial killers'. Por ocasião da programação especial dedicada a este tipo de crimonosos emitida pelo canal, durante o mês de novembro, especialista esclarece o tema e responde a questões e curiosidades pertinentes para todos nós.

Sete factos a saber sobre os 'serial killers', psicólogo forense alerta
Notícias ao Minuto

13:49 - 13/11/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle A mente dos assassinos em série

Sabia que os 'serial killers'…

- Cometem crimes metódicos e semelhantes entre si;

- Atuam de uma forma aparentemente normal depois de cometerem atos horrendos;

- Não mantêm nenhuma relação com a vítima, que muitas vezes é escolhida de forma aleatória;

- Cometem crimes cruéis, a sangue frio e com domínio total das vítimas;

- Têm historial de maus-tratos ou abusos durante a infância e não têm uma família estruturada;

- Têm uma grande necessidade de exposição mediática;

- 90% das vezes são homens e 65% das suas vítimas são mulheres.

Se os assassinos em série tivessem chifres, pele vermelha ou dentes em bico, seria muito fácil identificá-los. Mas não é isso que acontece… nem temos de imaginá-los dessa forma. É a banalidade do mal que trazem consigo que os torna tão perigosos.

Numa altura em que o género 'true crime' cativa as maiores atenções e os conteúdos sobre crimes famosos têm cada vez mais audiência e adesão por parte dos espetadores, o Crime+Investigation emite ao longo do mês de novembro, sábados e domingos, a partir das 21h, um especial que mostra a vida e a rotina destes homens aparentemente normais e a realidade de quem sabe camuflar-se bem na sociedade.

Mas como podemos saber que estes assassinos estão entre nós? 

Com o objetivo de desconstruir este tema, o Crime+Investigation convidou Mauro Paulino, Psicólogo Clínico e Forense, a reunir algumas características típicas das pessoas com este tipo de comportamento e desmistificar ideias pré-concebidas.

“Só pelo conhecimento podemos evitar a criminalidade. Conhecer o outro lado da moeda, sem esquecer as vítimas e os seus familiares, é essencial à compreensão do crime e das mentes criminosas. Estou bastante satisfeito em colaborar com o Crime+Investigation nesta programação especial para ajudar a desvendar a mente dos 'serial killers' e a clarificar este tema”, comenta Mauro Paulino, Psicólogo Clínico e Forense.

Notícias ao Minuto© DR

Mas afinal, o que é um 'serial killer'?

De acordo com o psicólogo, os temas criminais têm vindo a ser mitificados pela cultura pop dos dias de hoje, o que tem contribuído para moldar a perceção que o público tem sobre o que é verdadeiramente um assassino em série. O FBI define um serial killer como alguém que cometeu três ou mais homicídios em separado em três ou mais locais diferentes com um período de arrefecimento emocional, estimando que atualmente existam até cinquenta assassinos em série ativos nos Estados Unidos. Embora a classificação do FBI tenha sido difundida no meio investigativo na década de 90, está longe de ser plenamente aceite. Por exemplo, há quem defenda que o assassino em série pode ser caracterizado apenas com duas mortes ou com mortes no mesmo local em momentos distintos. Considera-se assim que o paradigma classificatório seja colocado no plano subjetivo do ato e dos seus motivos, em vez do plano de ação e quantidade.

E o que passa pela mente de quem mata por prazer?

Mauro Paulino explica que existem causas múltiplas, complexas e subjetivas para estes comportamentos, já que cada individuo experiencia os acontecimentos da sua vida de formas diferentes. As investigações realizadas ao longo da história passaram, muitas vezes, pela procura de alterações cerebrais explicativas deste desvio, concluindo, através de autópsias, que não se registavam alterações. No entanto, foram também realizadas tomografias e ressonâncias magnéticas a vários assassinos em série, sendo possível verificar que a maioria tinha um nível muito baixo do funcionamento cerebral no córtex pré-frontal, comparativamente às demais pessoas, demonstrando um claro défice relacionado com a violência, responsável pela perda do autocontrolo, impulsividade, emoções alteradas, imaturidade e inaptidão para mudar de comportamento. Aos exames imagiológicos, juntaram-se entrevistas e pesquisas sobre o histórico de vida dos assassinos, sendo possível concluir que parte significativa destes assassinos tinha sofrido abusos na infância e/ou tinha sido alvo de maus-tratos pelos progenitores.

Assim, os maiores défices na área orbitofrontal, relacionada com a personalidade, emoções e comportamento social, eram verificados exatamente no cérebro dos assassinos vindos de ambientes violentos e caóticos. Os maus-tratos infantis estão no cerne da maioria dos casos de homicidas em série, uma vez que o défice afetivo permite o surgimento de fantasias violentas que satisfazem o indivíduo e substituem a interação social. Embora, na maioria das vezes, os assassinos em série não sintam culpa, quando a sentem, esta é puramente de natureza narcísica e nunca se assemelha ao remorso pela vida perdida.

Existem vários tipos de assassinos em série?

A investigação e o estudo da mente e comportamento dos 'serial killers' têm levado ao desenvolvimento de diferentes classificações e perfis, de acordo com o tipo de crime cometido, as vítimas que escolhem e o destino que dão aos corpos destas depois do crime.

Os canibais são assassinos com uma predileção mórbida por carne humana, ou que têm uma curiosidade ou impulso que os leva a consumir partes de outro ser humano.Os estranguladores dizem respeito aos assassinos em série que recorrem à asfixia para provocar a morte da sua vítima. Na maioria das vezes, o meio escolhido passa por cordas, fios, garrotes ou mesmo as próprias mãos. O assassino em série sente a necessidade de um contacto direto e íntimo com a vítima, para seu prazer sexual.Os pedófilos constituem uma outra categoria, uma vez que possuem um comportamento parafílico, ou seja, que implica o sofrimento ou humilhação de si próprio ou do parceiro. Este comportamento é frequente nos homicidas em série. Têm em comum a busca pelos mais diferentes artifícios e estratégias para atrair o maior número de crianças e jovens, recorrendo à violência sexual, tortura e homicídio para concretizar os seus desejos.

E em Portugal… também há assassinos em série?

Portugal também integra a lista de países com vários nomes que se encaixam na categoria de assassinos em série, nomeadamente Diogo Alves, conhecido como o assassino do Aqueduto das Águas Livres. Foi detido pelas autoridades em 1840, na sequência do assalto à casa de um médico da cidade de Lisboa. Foram comprovadas 17 mortes, mas suspeita-se que tenha cometido mais de 70. Em 1960, um indivíduo conhecido como Zé Borrego fez cinco vítimas homens, todos homossexuais, tendo vindo a suicidar-se na cela. Em 2007, António Luís Costa, conhecido por Cabo Costa, foi condenado pela morte de três jovens raparigas, sempre com motivações sexuais. Francisco Leitão, mais conhecido por Rei Ghob, foi condenado, em 2012, pelo homicídio de um rapaz e duas raparigas cujos corpos permanecem desaparecidos. Foi também foi acusado 542 crimes de violação de menores, ocorridos entre 2009 e 2010.

Sobre a programação 'Serial Killers' do Crime+Investigation

A mente de 25 génios do mal mais assustadores de toda a História, será analisada: Ted Bundy, Edmund Kemper, John Wayne Gacy ou Jeffrey Dahmer, fizeram-se passar por cidadãos comuns, mas tinham muitos segredos obscuros por revelar.

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