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A lavagem de mãos e o 'acaso' do comprimido azul (Viagra), médico explica

O médico espanhol Pedro Gargantilla afirma que a lavagem das mãos dos profissionais de saúde foi "a invenção que mais vidas salvou" e conta que foi o acaso que permitiu usar o 'comprimido azul' para provocar ereções nos homens.

A lavagem de mãos e o 'acaso' do comprimido azul (Viagra), médico explica
Notícias ao Minuto

13:08 - 17/10/19 por Lusa

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A lavagem das mãos dos profissionais de saúde foi "a invenção que mais vidas salvou" ao longo da História da Medicina, enquanto a cadeira onde o doente se senta pode ser considerado como o melhor invento médico, sugere o médico e escritor madrileno Pedro Gargantilla num livro lançado esta semana em Portugal.

Na obra 'História Curiosa da Medicina', editado pela Esfera dos livros, o médico internista traça uma evolução da medicina ao longo dos séculos, com descobertas e avanços motivados pela curiosidade que impulsiona a pesquisa científica, mas também pelo acaso.

"O acaso ocupou uma posição preponderante em muitos avanços científicos, mas se por trás desse acaso não estivesse uma mente privilegiada, tudo teria passado despercebido. O acaso pode ser importante, mas requer uma mente brilhante capaz de lhe dar uma explicação", indica o médico e autor em entrevista à agência Lusa.

Vários são os exemplos dessas "descobertas valiosas surgidas por acaso", como a primeira radiografia, a própria penicilina ou "o comprimido azul" para a disfunção erétil.

Descoberto e patenteado para tratamento da hipertensão e angina de peito, o "comprimido azul" acabou por revelar como efeito secundário ereções mais prolongadas nos homens.

"Esta descoberta fez com que se alterasse a sua indicação e começasse a ser usado para o tratamento da disfunção erétil, uma enfermidade que, naquela altura, ainda não dispunha de tratamento adequado", descreve Pedro Gargantilla.

O autor dedica um capítulo do seu novo livro aos "grandes inventos médicos", mas frisando que a tecnologia, por mais que seja necessária, "não deve desumanizar a medicina".

O médico gosta, a este propósito, de recordar uma entrevista ao médico Gregório Marañon, que chegou a eleger a cadeira como melhor invento médico.

"A cadeira é o móvel onde o paciente se senta e nos conta a sua história e o que com ele se passa. A base do ato médico é o contacto com o doente. E o mais valioso que a medicina tem é o paciente", descreveu Pedro Gargantilla na entrevista à Lusa.

No capítulo dos "grandes inventos médicos", o novo livro de Pedro Gargantilla elenca o microscópio, o relógio de pulso que veio permitir a medição do pulso dos doentes, as ambulâncias móveis, os estetoscópios, a anestesia, a TAC ou o desfibrilhador.

Contudo, entre todos, o autor destaca "sem dúvida alguma" a higiene das mãos como "a invenção que mais vidas salvou ao longo da História da Medicina".

Entre os grandes inventos há várias 'histórias curiosas' descritas por Pedro Gargantilla, como o facto de o surgimento da primeira TAC estar ligada aos Beatles: "No desenvolvimento da TAC (tomografia axial computorizada) foram essenciais tanto os Beatles, o famoso grupo de Liverpool, como um matemático do século XIX".

Ao matemático Johann Radon é atribuído o feito de ter desenvolvido fórmulas que permitiram reconstruir uma imagem em três dimensões a partir de uma de duas dimensões.

Já a ligação dos Beatles à TAC surge porque a editora musical EMI, que tanto lucrou com os discos do grupo de John Lenon, investiu parte do seu capital num laboratório britânico que desenvolveu a primeira tomografia.

Pedro Gargantilla considera que é fundamental para um médico "compreender a engenagem de cada uma das peças que constituem os conhecimentos científicos atuais".

"Não só nos dá uma perspetiva da história, mas também nos dá um banho de humildade, já que ao longo dos séculos não existiu a verdade absoluta e tivemos de conviver com magia, religião e crenças", salienta em entrevista à Lusa.

Muitos foram os mitos e as crenças que acompanharam a evolução da medicina, sobretudo nos seus primórdios. No livro, o autor recorda, por exemplo que Hipócrates, na Grécia Antiga, acreditava que a forma de saber se uma mulher estava grávida era introduzir uma cebola na vagina e mantê-la lá durante a noite. A gravidez seria confirmada se o legume conservasse o seu sabor.

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