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Futuro do diagnóstico das doenças intersticiais pulmonares com novidades

Numa era de avanços tecnológicos em vários campos, também o da radiologia promete novidades, nomeadamente para o diagnóstico das doenças intersticiais pulmonares.

Futuro do diagnóstico das doenças intersticiais pulmonares com novidades
Notícias ao Minuto

16:00 - 07/10/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle doenças intersticiais pulmonares

O tema vai ser debatido nos dias 11 e 12 de outubro, na Interstitial Lung Disease Multidisciplinary Meeting, um congresso científico, organizado pela Affidea Portugal, que pretende apresentar uma visão geral das doenças intersticiais pulmonares, consideradas um desafio clínico, tendo em conta a frequente dificuldade do seu diagnóstico diferencial. A radiologia é uma das especialidades presentes, destacando-se com “um papel central no diagnóstico” destas doenças, explica Diana Penha, consultora de Radiologia Cardiotorácica no Liverpool Heart and Chest Hospital e Membro da Comissão Científica do congresso

“Estamos sem dúvida já na era da inteligência artificial e, nesse campo, a radiologia, através de novos softwares e algoritmos ‘machine learning’, será certamente pioneira nos próximos anos a poder oferecer novas técnicas de imagem para a deteção e a quantificação destas doenças”, refere a especialista.

Os avanços técnicos permitem hoje “uma interpretação e leitura do exame com muito maior precisão para a patologia pulmonar fibrosante”, confirma, explicando que “a radiografia de tórax é frequentemente o exame inicial, onde muitas vezes são já evidentes sinais da doença. A tomografia computorizada (TC) torácica é um método mais sensível para o diagnóstico destas doenças e é considerado central no diagnóstico. Em até 50% dos casos pode dar o diagnóstico da doença através da leitura das alterações pulmonares detetáveis no exame de TC”.

A especialista confirma que o radiologista trabalha diariamente em parceria com várias especialidades médicas e cirúrgicas “e recebe a referenciação dos doentes por parte dos colegas das diferentes especialidades, que partem já de um contexto clínico sintomático, que poderá fazer suspeitar de patologia pulmonar subjacente”. Assim, “o papel do radiologista é sem dúvida muito importante, não só enquanto elemento parceiro das equipas multidisciplinares, mas como elemento crucial na leitura dos exames pulmonares radiológicos, sendo muitas vezes o elemento que avança com a hipótese diagnóstica de doença pulmonar intersticial e os seus padrões de apresentação radiológica”.

Edson Marchiori, professor titular de radiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e orador do evento, concorda. Salienta, por isso, a importância por parte do radiologista, de se consciencializar “que o diagnóstico dessas doenças deve ser feito não isoladamente, mas por uma equipa multidisciplinar, formada basicamente por clínicos (pneumologistas), radiologistas e patologista. A reunião dos conhecimentos destes especialistas, em uma discussão multidisciplinar, aumenta muito a chance de um diagnóstico correto”.

Para o especialista, o papel do radiologista, “não só nas doenças intersticiais, como na sua atividade profissional rotineira, precisa de ser discutido. Estamos a viver numa era de vertiginosos avanços tecnológicos, com telemedicina, inteligência artificial aplicada à medicina, entre outros. Contudo, acredito que o principal requisito para o bom médico, o médico de excelência, continua a ser o estudo e aprendizagem contínuos. O radiologista competente precisa conhecer basicamente as múltiplas facetas da doença, estudando não só a imagem como também a clínica, o laboratório, a anatomia patológica e as ciências correlatas”.

E ainda que o futuro traga muitos avanços e novidades, Edson Marchiori realça que “o que nunca mudará são as características clínicas e morfológicas das doenças. Só o amplo conhecimento dessas características poderá tornar o radiologista preparado para os avanços da especialidade, e para exercer a sua função primordial: fazer diagnósticos”.

Encontros como este, que se vai realizar em Cascais, permitem, por isso, “a troca de experiências e a aproximação de novos médicos com profissionais experientes e consagrados, possibilitando a transmissão tanto de conhecimentos teóricos como de sua vivência prática”.

A inscrição no congresso é obrigatória e pode ser feita aqui

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