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Alerta saúde pública: Cinco mitos sobre o cancro da mama

Inversão dos mamilos, mudanças na textura da pele e na cor - são apenas alguns dos sintomas que podem indicar que está a sofrer de cancro da mama.

Alerta saúde pública: Cinco mitos sobre o cancro da mama

O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente da mulher. A sua incidência na Europa ocidental é de 90 novos casos por ano em cada 100 mil habitantes e em Portugal é semelhante, segundo informações divulgadas pela rede de hospitais privados CUF. .

O principal factor de risco para o desenvolvimento desta doença é a idade - a incidência da doença mais que duplicar a partir dos 50 anos, passando a 200 casos por ano em cada 100 mil habitantes.

A incidência desta doença tem aumentado ligeiramente. Pensa-se que este aumento se deve a um aumento dos casos diagnosticados pela prática disseminada do rastreio por mamografia e menos por alterações do estilo de vida das mulheres. 

Ainda assim, a mortalidade por cancro da mama é baixa, ou seja, esta doença tem um bom prognóstico. Cerca de 85% das mulheres com cancro da mama estão bem cinco anos após terem estado doentes. Este número é muito bom no contexto geral do cancro.

Contudo, devido à alta incidência, esta doença é a principal causa de morte de mulheres por cancro. A mortalidade por cancro da mama tem baixado de modo contínuo e consistente, atribuindo-se este fenómeno quer ao rastreio que permite o diagnóstico de carcinomas em estadios cada vez mais precoces, quer ao tratamento.

De modo a facilitar o auto exame e um diagnóstico precoce, eis cinco mitos sobre o cancro da mama a ter em atenção:

1 – Quando um caroço aparece no seio significa que tem cancro da mama

Na verdade, nem todos os nódulos mamários equivalem a cancro. De qualquer forma, ao encontrar um ou mais nódulos na mama, especialmente se houver alguma mudança na aparência da pele da região, é preciso procurar ajuda médica para averiguar se existe algo de diferente. Essa dúvida é tirada por meio de exames de imagem, normalmente, que vão dizer se o nódulo necessita de ser investigado ou não.

A saúde das mamas é algo que deve ser monitorizado com frequência por meio do auto exame e de visitas anuais a um ginecologista. Depois dos 40 anos, é recomendado que as mulheres façam uma mamografia por ano. 

2 – O tumor mamário é uma doença que afeta apenas mulheres

Infelizmente, a doença também pode manifestar-se nos homens, ainda que com uma incidência menor. Para ter uma ideia, estima-se que 2.190 homens sejam diagnosticados com cancro da mama a cada ano – desses, 410 morrerão em decorrência da doença.

Justamente por isso, é cada vez mais recomendado que os homens também façam o auto exame das mamas, procurando por nódulos e, assim como as mulheres, ao perceber qualquer diferença na pele ou qualquer protuberância, o ideal é procurar de imediato um médico. 

Nos homens, o tumor manifesta-se geralmente pelo surgimento de um nódulo duro em baixo do mamilo. Como tendem a pensar que o cancro da mama é uma doença feminina, acabam por não procurar ajuda médica, o que faz com que a doença seja muito mais mortal entre os homens do que entre as mulheres.

3 – A mamografia pode causar cancro da mama ou fazer com que o cancro já existente se espalhe

A mamografia é um exame fundamental para a saúde da mulher e não está relacionada ao aparecimento de qualquer tipo de tumor nem ao agravamento de um quadro já existente. Esse exame trata-se d eum raio X da mama, que é comprimida num aparelho – a partir dessas imagens, o diagnóstico precoce pode ser feito, acelerando o tratamento e, consequentemente, aumentando as chances de cura.

A mamografia expõe a paciente a doses baixas de radiação, e o risco envolvido é extremamente pequeno. É fundamental tirar todas as dúvidas sobre o exame e a recomendação dele com o próprio médico ginecologista.

4 – Se uma pessoa da família tem cancro da mama, você também vai ter

É verdade que as mulheres que têm um historial de cancro da mama na família têm uma probabilidade maior de desenvolver a doença. No entanto, a maioria das mulheres diagnosticadas não tem esse histórico familiar – em termos estatísticos, 10% das pacientes com a doença têm ou tiveram outras mulheres na família com o mesmo tipo de tumor. 

A recomendação para quem tem um parente de primeiro grau que teve a doença (mãe ou irmã, por exemplo), é de que se realize a mamografia 10 anos antes da idade com a qual a parente foi diagnosticada. Se a sua mãe soube da doença quando tinha 40 anos, então deverá realizar a sua primeira mamografia aos 30 anos.

5 - A detecção dos genes BRCA1 e BRCA2 indicam que a pessoa vai ter obrigatoriamente cancro da mama

A verdade é que nem todas as mulheres que carregam esses genes vão desenvolver a mutação prejudicial – adicionalmente, nem toda mutação prejudicial vai evoluir para o tumor. Em termos estatísticos, uma mulher que herdou esses genes tem cinco vezes mais chances de desenvolver a doença em relação a uma mulher que não tem essas informações genéticas.

Atualmente, existem exames que detectam a presença desses genes e, uma vez que eles sejam identificados, a mulher pode submeter-se a tratamentos de prevenção, como terapias hormonais e até mesmo a retirada das mamas, como foi o caso da atriz e ativista Angelina Jolie. Além das mamas, essas mulheres removem as trompas de falópio e os ovários.

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