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Cinco sinais de alerta de que alguém pode ter Alzheimer

O Alzheimer normalmente desenvolve-se aos poucos, ao longo dos anos. Especialistas dizem que nem sempre a doença é óbvia, porque os sintomas muitas vezes se assemelham aos de outras patologias.

Cinco sinais de alerta de que alguém pode ter Alzheimer

A doença de Alzheimer, de instalação insidiosa e progressão lenta, afeta, primeira e predominantemente, a memória episódica, com o doente começando por ter dificuldades em lembrar-se de fragmentos recentes da sua vida (onde coloca os objetos, os recados, o que comeu no dia anterior, em que dia do mês está).

O relatório 'Health at a Glance 2017' ('Uma visão da saúde') da OCDE apresenta novos dados sobre a prevalência da demência, colocando Portugal como o quarto país com mais casos por cada mil habitantes. A média da OCDE é de 14.8 casos por cada mil habitantes, sendo que para Portugal a estimativa é de 19.9. 

Os sintomas são um reflexo da morte de células do cérebro. A doença é neurodegenerativa, o que significa que uma pessoa com Alzheimer passa a ter cada vez menos células e conexões nervosas.

Como identificar os sintomas?

É mais sério do que esquecer a chave do carro

Os sintomas de alerta costumam ser mais sérios do que simplesmente esquecer coisas ocasionalmente.

Todos nós podemos esquecer-nos onde deixamos a chave do carro ou ter dificuldade nos lembrar-mos do nome de algumas pessoas. Esquecer coisas é uma consequência natural do envelhecimento - não é, necessariamente, sinal de Alzheimer ou de outro tipo de demência.

Já a perda de memória é algo mais sério e costuma ser um dos principais sinais da doença. E a memória recente costuma ser a mais afetada. Pessoas nos primeiros estágios do Alzheimer podem esquecer-se conversas que acabaram de ter ou até o que fizeram 10 minutos antes.

Problemas de memória podem levar a repetições no discurso e ações, ou dificuldade em recordar acontecimentos recentes. Esses sintomas acabam por prejudicar tarefas de rotina, como seguir uma receita ou usar um cartão bancário.

Leia Também - Alzheimer: Cérebro começa a mudar 30 anos antes do diagnóstico

Como que se faz um chá ou café?

Atividades do dia a dia podem tornar-se subitamente desafiadoras nos primeiros estágios do Alzheimer. Fazer um café ou chá obviamente não são tarefas complicadas ou que requeiram raciocínio complexo.

Mas quem tem Alzheimer, muitas vezes, sofre para saber qual o próximo passo em atividades aparentemente simples. No começo, as alterações podem ser muita ténues para serem notadas, mas vão piorando ao longo do tempo, a ponto de afetar a rotina.

Podem surgir problemas na fala e mudança na linguagem, com o esquecimento frequente de palavras.

Até a aparência de quem tem Alzheimer pode acabar por alterar-se com o tempo, se a doença afetar a rotina de tomar banho e vestir-se de manhã, por exemplo.

O que estou aqui a fazer?

Não saber bem onde está ou o motivo de estar ali é outro sintoma comum. As pessoas diagnosticadas com Alzheimer podem perder-se facilmente, especialmente em lugares com os quais não estão familiarizadas. Mas a desorientação pode ocorrer em casa também.

Mudanças de humor

Alguém que esteja a experienciar todos os sintomas apresentados em cima possivelmente também demonstra sinais de mudança de humor e personalidade.

Uma pessoa com Alzheimer pode ficar facilmente chateada ou irritada, frustrar-se com mais frequência ou perder a confiança em si mesma.

Tal pode provocar a perda de interesse em atividades diárias. O paciente pode ficar menos flexível e mais hesitante a experimentar coisas novas. Ansiedade e agitação normalmente acompanham essas mudanças.

A maioria das pessoas sabe que algo está errado

Kathryn Smith, da Alzheimer's Society, no Reino Unido, destaca em entrevista à BBC que esse tipo de demência "não é uma característica natural do envelhecimento, é uma doença do cérebro".

E o Alzheimer não afeta apenas pessoas idosas. Mais de 40 mil pessoas com menos de 65 anos têm a doença.

Segundo Smith, a maioria das pessoas com Alzheimer percebe que algo está errado. A especialista destaca que é importante procurar um médico para um diagnóstico correto, e lembra que é possível ter qualidade de vida com a doença durante vários anos.

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