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Estudo revela a bebida quente que pode ser usada no combate à depressão

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Coimbra revelou que ratos de laboratório ‘deprimidos’ que ingeriram café notaram várias melhorias comportamentais e no humor.

Estudo revela a bebida quente que pode ser usada no combate à depressão

Não, não é impressão sua: a cafeína realmente ajuda a melhorar o ânimo e a memória, e pode até combater sintomas de depressão, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Coimbra.

No estudo, os investigadores identificaram em camundongos que a substância é capaz de inibir os recetores que provocam diversos sintomas da depressão. Doença esta do foro psiquiátrico que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta mais de 322 milhões de pessoas em todo o mundo.

No estudo, dois grupos de ratos foram submetidos a sucessivas situações negativas e extremas de stress, como privação de água e exposição a baixas temperaturas, durante três semanas — mas só um dos grupos recebeu doses diárias de cafeína.

No final da experiência, os cientistas observaram que enquanto o grupo que não consumiu a substância passou a apresentar alterações de comportamento como imobilidade, ansiedade, perda de prazer e sociabilidade e deterioração de memória — todos sintomas típicos de depressão —, os animais que ingeriram café foram menos impactados por esses efeitos.

“O passo seguinte foi tentar identificar como a cafeína atuava ao nível molecular para inibir os efeitos da depressão. Suspeitávamos que os recetores A2A para adenosina, que funcionam como uma espécie de sinal de stress para o organismo, tivessem um papel importante para a doença, e foi isso que conseguimos confirmar”, afirma Rodrigo Cunha, neurocientista, professor e líder do estudo.

Após observar que os ratos com sinais de depressão passaram a apresentar uma maior atividade dos A2A para a adenosina, os investigadores passaram a aplicar nestes animais a istradefilina, uma fármaco da família da cafeína que inibe a atuação desses recetores. O resultado? Os camundongos passaram a apresentar melhorias significativas em apenas três semanas, voltando o seu comportamento a níveis semelhantes ao grupo de animais saudáveis.

“Trabalhos anteriores já mostravam que a cafeína possui um papel na recuperação da memória e na capacidade de locomoção para pacientes de doenças como Parkinson e Alzheimer, mas o nosso trabalho foi o primeiro a mostrar como essa substância também pode ser muito importante a combater modificações de humor nos animais”, explica Cunha.

Agora, a expectativa do professor é realizar um estudo semelhante em humanos. 

Recomendações

Segundo o neurocientista, tomar entre duas a três xícaras de café, de 12 ml com cerca de 75mg cafeína cada uma, por dia já são capazes de provocar alguns benefícios. No entanto, isso varia de pessoa para pessoa, já que a sensibilidade à substância é particular a cada um. Porém, o consumo de cafeína não é recomendado para pessoas com problemas de gastrite e mulheres grávidas.

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