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Importância de medicina de precisão no diagnóstico e tratamento do cancro

Um diagnóstico exato e preciso é fundamental para um tratamento eficaz e que cumpra o objetivo de tratar a doença com a maior eficácia e os menores efeitos secundários possíveis. Num artigo de opinião, divulgado com o Notícias ao Minuto, Antonio López-Beltrán, diretor do Departamento de Anatomia Patológica do Centro Clínico Champalimaud de Lisboa, explica a importância da medicina de precisão no tratamento de tumores.

Importância de medicina de precisão no diagnóstico e tratamento do cancro

No caso da oncologia, esta é a preocupação máxima dos médicos que querem ver os seus doentes rapidamente recuperados, no menor tempo e com a qualidade de vida anterior à doença oncológica.

Para alcançarmos estes propósitos temos que traçar um diagnóstico com a mínima margem de erro e isto só é possível com a chamada medicina de precisão. Hoje, a biópsia líquida é considerada um dos maiores avanços dos últimos anos. Esta técnica, através de uma amostra de sangue, permite identificar as características de um tumor com a mesma fiabilidade que a biópsia sólida tendo a vantagem de ser muito menos invasiva.

A biópsia líquida é, de facto, um enorme avanço na área da oncologia, permitindo traçar o perfil do tumor e encontrar o tratamento mais eficaz para o combater. É a isto que chamamos medicina de precisão, pois os tumores são todos diferentes e por isso precisam, necessariamente, de ter abordagens terapêuticas diferentes.

Estes testes genómicos, como OncoSELECT e OncoTRACE da empresa OncoDNA, permitem ainda monitorizar os tratamentos e antecipar a evolução dos tumores para que a terapia seja adaptada às necessidades manifestadas por essa mesma evolução. Estes testes, ao localizarem a raiz do tumor permitem ao oncologista prever a resposta à terapêutica e prescrever a mais eficaz, evitando custos para o doente e para os sistemas de saúde com tratamentos desadequados.

Num futuro muito próximo o cenário ideal seria que todas as instituições de saúde em Portugal realizassem testes genómicos para benefício do doente e também para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. Não basta investir dinheiro em tratamentos inovadores se esses não são os mais indicados para combater as características de um determinado tumor, é preciso que esses tratamentos sejam direcionados para aquele doente em específico. Os estudos genómicos da OncoDNA permitem precisamente chegar a um diagnóstico preciso com claras indicações das terapêuticas mais adequadas para aquele tipo de tumor.

O que estamos a assistir é de facto uma revolução na maneira como encaramos os tratamentos oncológicos. Aqui já não vale a experimentação porque existem ferramentas que ajudam o oncologista a decidir o que é melhor para o seu doente com base em evidência científica. A medicina personalizada está aí e deve ser uma realidade para todos os clínicos e doentes que dela podem beneficiar.

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