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Os "grandes assassinos". O que mais mata as pessoas ao redor do mundo?

A esperança média de vida está a aumentar em todo o mundo, mas a verdade continua a ser que a única certeza que temos nesta vida é a morte.

Os "grandes assassinos". O que mais mata as pessoas ao redor do mundo?
Notícias ao Minuto

09:00 - 07/03/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Reta final

Em 1950, a expetativa de vida média global ao nascer era de apenas 46 anos. Em 2015, subiu para mais de 71, como revela uma reportagem da BBC News.

Ainda assim em alguns países, o progresso não foi tão notório. Doenças, epidemias, guerras e eventos inesperados têm travado essa evolução.

Notando, que mortes como consequência de terrorismo, guerra e desastres naturais compõem menos de 0,5% do total de mortes.

Todavia pelo mundo fora, muitos indivíduos ainda acabam por morrer jovens e de causas evitáveis.

E como as pessoas morrem? O que mudou ao longo do tempo?

Causas de mortes ao redor do mundo

Cerca de 56 milhões de pessoas morreram no mundo em 2017.

Tal representa 10 milhões a mais do que em 1990, à medida que a população global aumentou e as pessoas vivem mais, em média.

Mais de 70% delas morreram em decorrência de doenças crónicas não transmissíveis - não passam de pessoa para pessoa e progridem lentamente.

Os “grandes assassinos” como são descritos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são as doenças cardiovasculares, que afetam o coração e as artérias e são responsáveis por um terço das fatalidades.

Esse número representa o dobro da taxa de vítimas de cancro - a segunda causa principal - que responde por quase 1 em cada 6 mortes.

Outras doenças não contagiosas, como diabetes, algumas doenças respiratórias e demência, também estão no topo da lista.

Mortes evitáveis

Surpreendentemente, ainda é extremamente elevado o número de pessoas que morrem devido a causas evitáveis.

Em 2017, cerca de 1,6 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas com a diarreia, uma das 10 principais causas de morte. Em alguns países, essa categoria é uma das que mais mata.

As mortes neonatais, de bebés nos primeiros 28 dias, atingiram 1,8 milhões de recém-nascidos naquele ano.

Os acidentes de trânsito geram altos índices de mortalidade tanto nos países mais ricos quanto nos mais pobres, com 1,2 milhões de mortes em 2017.

Embora muitos países de renda alta tenham visto quedas significativas nas mortes nas estradas nas últimas décadas, globalmente o número de mortes no trânsito quase permaneceu o mesmo.

Enquanto isso, cresceu o número de pessoas que morreram em suicídios ou homicídios.

No Reino Unido, as mortes por suicídio são 16 vezes mais elevadas, e é a principal causa de morte de homens entre os 20 e os 40 anos.

O que o tipo de morte diz sobre nós

A causa da morte das pessoas muda ao longo do tempo e à medida que o país se desenvolve.

No passado, as doenças infecciosas desempenhavam um papel maior do que hoje em dia, como é foi o caso do sarampo.

Em 1990, 1 em cada 3 mortes resultou de doenças contagiosas e infecciosas; em 2017, essa taxa caiu para 1 em cada 5.

As crianças são particularmente vulneráveis a doenças infecciosas. Ainda no século XIX, um terço das crianças do mundo morreram antes dos cinco anos de idade.

As taxas de mortalidade infantil caíram significativamente desde então graças à vacinação em massa e melhorias na higiene, na nutrição, nos cuidados de saúde e no acesso a água potável.

O declínio nas mortes infantis ao redor do mundo é uma das maiores histórias de sucesso dos cuidados de saúde modernos.

O número de crianças que morrem a cada ano caiu para menos de metade em décadas, devido à melhoria ao combate a doenças contagiosas e infecciosas.

Isso também mudou as taxas de mortalidade para doenças não contagiosas em pessoas idosas.

Muitos países têm cada vez mais preocupações com a crescente carga sobre os familiares e os sistemas de saúde à medida que as pessoas envelhecem e têm doenças de longo prazo.

Eventos inesperados podem, por outro lado, reduzir os efeitos desses avanços.

A crise de VIH/SIDA dos anos 1980 é um exemplo conhecido.

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