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Alimentação e bem-estar: Como a comida influencia o estado de espírito

Graciela Moreira, especialista em nutrição e cozinha da PronoKal Group fala acerca da relação entre a comida e o bem-estar psicológico.

Alimentação e bem-estar: Como a comida influencia o estado de espírito
Notícias ao Minuto

19:00 - 16/10/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Nutrição que cura

Existe uma forte associação entre aquilo que comemos e o nosso estado de espírito. São muitas as vezes que recorremos ao snack menos saudável para compensar um mau momento, uma situação de stress, frustração ou ansiedade. Uma das causas de isto acontecer é pelo facto de guardarmos em segredo – ou não – alguns destes 'compensadores de mau-humor'. Por isso, em vez de encher a despensa com alimentos processados como bolachas ou biscoitos, opte por ter sempre à mão, por exemplo, chocolate negro, que além de satisfazer essa súbita necessidade, atua a nível cerebral na zona que estimula o prazer. Os frutos secos são também ótimos aliados nos momentos de gula.

A especialista em nutrição e cozinha da PronoKal Group, Graciela Moreira, deixa-lhe estas e outras dicas porque não há dúvida ligação entre o bem-estar físico e emocional influenciam diretamente a nossa saúde.

O stress alimentar tem vindo a ser motivo de análise entre as comunidades científicas, uma vez que resulta de um estilo de vida e uma alimentação menos saudável. Muitas das vezes, as pessoas sentem-se culpadas com a sua alimentação. Acontece que, o que começa como um momento de prazer termina em culpa e depressão, por isso é importante ter bons hábitos alimentares criando assim uma relação saudável com o que comemos.

Quando iniciamos uma dieta de emagrecimento, é comum sentir alterações de humor e isso deve-se, essencialmente, à quantidade e não à qualidade do que comemos. Isto é, passamos bem se trocarmos o alimento X pelo Y, mas se reduzirmos a quantidade, é inevitável o sentimento de mau-humor, irritabilidade, melancolia e fúria.

Alimentos com impacto positivo:

Chocolate:

Com mais de 300 substâncias químicas induzem a libertação de vários neurotransmissores (moléculas responsáveis pela transmissão de sinais entre os neurónios), o chocolate é responsável pela libertação de endorfinas - hormonas que reduzem o stress, diminuem a dor e induzem satisfação.

É recomendável consumir chocolate negro com um mínimo de 70% de cacau, mas tenha em conta a quantidade, pois é um alimento muito calórico.

Morangos e cerejas:

Com uma alta concentração de antioxidantes como a vitamina C e antocianina, os morangos e as cerejas favorecem também a produção de endorfinas, que ajudam a melhorar o estado de espírito.

Abacate:

Rico em vitamina B6, importante para a manutenção do bem-estar físico e psicológico. Fornece igualmente vários minerais como magnésio ou potássio.

O abacate pode fazer parte de uma salada ou por exemplo, ser barrado em tostas para um pequeno-almoço.

Ácidos gordos ómega 3:

A falta deste ácido gordo afeta negativamente o bem-estar emocional. Podemos encontrá-lo nos peixes considerados “gordos”, como o salmão ou a sardinha, nas sementes de linhaça e chia ou nas nozes.

Triptofano:

Aminoácido que promove a libertação de serotonina. Controla a ansiedade e o stress e está presente nos ovos, leite, cereais integrais e frutos secos.

Fenilalanina:

Aminoácido essencial que desenvolve as endorfinas – fundamentais para a regulação do humor. Melhora o estado de espírito, memória, aprendizagem e ainda ajuda nos sintomas de depressão. Encontramo-lo nas carnes, ovos ou em alguns legumes.

Alimentos com impacto negativo:

Uma alimentação à base de açucares e farinhas refinadas pode resultar num nível descontrolado de serotonina que leva a alterações no estado de espírito e pode provocar nervosismo. Por isso, recomendam-se açucares de absorção lenta, tais como, os cereais integrais.

O álcool e a cafeína devem ser evitados pois reduzem os níveis de serotonina. O álcool atua em duas fases, em pequenas quantidades – o que nos deixa alertas, energéticos, confiantes e de bom humor – em grandes quantidades, tem um efeito nocivo no fígado, músculos e ao nível da derme.

A grande procura de cafeína – que produz uma sensação temporária de aumento de energia e concentração- pode prejudicar o organismo porque quando o seu o efeito desaparece, a energia é substituída pela exaustão.

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