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Ana Gomes: "Quero educar a minha filha a respeitar todos os seres"

Ana Gomes segue uma alimentação quase vegetariana há 15 anos. Desde o último ano que não come de todo peixe nem carne. Esta é uma alimentação que apresenta à sua filha. No Dia do Vegetarianismo, o Notícias ao Minuto falou com a blogger ‘A Melhor Amiga da Barbie’ sobre o tema.

Ana Gomes: "Quero educar a minha filha a respeitar todos os seres"

Apesar de seguir uma alimentação vegetariana há mais de 15 anos, foi comendo peixe esporadicamente, durante a gravidez inclusive. “É comum quando nos sentamos num consultório médico ouvirmos ‘não come carne? mas olhe que devia!’ Creio que esse estigma vai mudar, tanto a minha obstetra como o pediatra da minha filha se mostraram tranquilos com o tema”.

Este apoio por parte de especialistas é importante para quem se vê numa nova fase da vida, como uma gravidez, contudo, a adaptação para Ana Gomes foi bastante fácil já que “foi uma escolha e não uma imposição”, conta ao Notícias ao Minuto.

A escolha surgiu desde cedo, já que em bebé rejeitava a carne. “Depois, foi uma questão de conseguir fazer prevalecer esta vontade. Na verdade, nunca houve outro regime que fizesse sentido na minha cabeça”, conta.

A complementar esta vontade, Ana Gomes sempre leu muito sobre o tema e conversa sobre o mesmo com várias pessoas. Certa de que já cometeu erros alimentares, nunca teve uma anemia nem sentiu outras complicações.

Passar o estilo de vida aos mais novos

E porque o vegetarianismo era o que mais sentido fazia para Ana, também a sua filha segue uma alimentação semelhante, apesar de não ser vegetariana: “A Vitória come peixe na escola e em algumas situações em que não encontro boas alternativas, mas a decisão final, sobre o peixe e até sobre a carne, será sempre dela”, esclarece.  Para já, com menos de dois anos, Vitória ainda não decide por si o que leva a que Ana Gomes ouça muitas vezes se acha correto decidir pela filha: “Sinceramente, neste caso, como em todos os que estão relacionados com a alimentação... acho. Não é uma decisão sem fundamento, foi pensado!”, diz-nos.

A par destas questões que são colocadas à forma como se educa um filho, o mais difícil para quem segue uma alimentação vegetariana é o lado social e o momentos em que o filho come fora de casa: “Na escola é mais complicado fazer esta gestão. Não aceitam uma alimentação vegetariana para bebés, só se tiverem algum tipo de alergia alimentar. E depois oferecem aos miúdos alternativas alimentares que já estamos cansados de saber que não são boas. Não são mesmo. A escola deveria ser o principal ponto de educação alimentar, é lá que as crianças fazem a maioria das refeições durante a semana”, admite.

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Deste mês de Agosto levam-se imensas recordações. Tantas e tantas que não há molduras suficientes para as colocar. Com muitas mudanças de rotas e sempre com a bagageira cheia lá fomos tentando tirar o melhor do “dolce far niente” que de niente teve muito pouco.  estou a caminho de Lisboa com um nó de angústia difícil de desatar, uma espécie de reality check que não me apetecia viver já. Por mim prolongava esta vida de caixeiro viajante só mais uns tempos. Ha muitas missões para Setembro ( para mim é mesmo o mês dos recomeços ) e o desafio pessoal de melhor gestão de tempo e organização. Há planos, tantas ideias... uma marca e um curso e o meu blog que continua a ser o meu full time job. Obrigada Agosto por teres sido tão simples e tão memorável.

Uma publicação partilhada por Ana Gomes (@amelhoramigadabarbie) a 30 de Ago, 2018 às 6:48 PDT

Também entre amigos, por vezes surge alguma dificuldade, embora nada que preocupe Ana Gomes. “Sempre que há festas ou se vai a casa de alguém, ouvimos comentários como ‘coitadinha, não sabe o que é bom’ ou ‘pobre criança’”. Esta é a parte mais difícil e igualmente complicado é explicar que, por regra, não é dado à criança alimentos com açúcares adicionados.

Mas há alternativas, cada vez mais. “No primeiro aniversário da Vitória, o catering era vegan e com zero desperdício e estava tudo delicioso. Acho que foi um ponto de ‘educação alimentar’, até para os nossos amigos.”, lembra.

No primeiro aniversário da Vitória, o catering era vegan e com zero desperdício e estava tudo delicioso.De facto, em Portugal há cada vez mais opções, principalmente nos últimos dois ou três anos, conta Ana que lembra que quando decidiu ser vegetariana pela primeira vez, as opções nos restaurantes eram apenas saladas. “Muitas vezes as leguminosas são cozinhadas com proteínas animais ( por exemplo, o bacalhau com grão ou o feijão com bacon) nem aí me safava”.

Hoje, com a maior atenção dada ao vegetarianismo, não só existem muito mais opções como informação que ajuda pessoas que, como Ana Gomes, querem ensinar os filhos a “respeitar todos os seres”

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