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Quatro mitos sobre o cérebro humano (e não, não usamos só 10% da mente)

O cérebro humano é um dos organismos mais complexos do universo e apesar dos esforços dos cientistas, a ‘velha’ massa cinzenta ainda está envolta em mistério.

Quatro mitos sobre o cérebro humano (e não, não usamos só 10% da mente)
Notícias ao Minuto

13:00 - 25/09/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Mentes perigosas

Numa reportagem conduzida pela BBC News, vários especialistas tentaram desmistificar alguns mitos e inverdades que envolvem o cérebro humano e o seu funcionamento.

‘Usamos apenas 10% de nosso cérebro’

"Que incrível", pensei. "Talvez haja uma maneira de conseguir ter acesso aqueles 90% de capacidade cerebral não utilizada. E o que não poderia fazer com toda a minha massa cinzenta em ação?"

A ideia é absurda. Atualmente, inúmeros avanços em técnicas de mapeamento da atividade cerebral podem provar que essa teoria não está de todo correta.

"(Exames) funcionais de imagem já demonstraram que há poucas partes do cérebro incapazes de serem ativadas por algum estimulo", explicou a professora Sophie Scott, do Institute of Cognitive Science do University College, London, no Reino Unido.

Por exemplo, mesmo quando realizamos uma atividade simples, como fechar as mãos, usamos muito mais do que 10% do cérebro. Um exame funcional revela que vastas quantidades de células do cérebro entram em ação enquanto planeiam e iniciam a contração dos músculos nos dedos e na palma.

‘O cérebro tem um lado 'lógico' e um lado criativo’

Anatomicamente, o cérebro está dividido em duas metades - o hemisfério esquerdo e o direito.

"Existem diferenças significativas entre o lado esquerdo e direito do cérebro", diz Scott.

"Mas não é o que a maioria das pessoas quer dizer quando usam esses termos no discurso comum".

Ao ler livros de auto-ajuda ou ao frequentar cursos de administração de empresas, poderá ficar com a noção de que os dois hemisférios são entidades separadas.

O esquerdo tende a ser caraterizado como área onde reside a lógica e a racionalidade. O direito tende a ser descrito como a fonte da intuição e da criatividade. Portanto, se é uma pessoa lógica, usa mais o lado esquerdo. Se mais sensível e artístico, usa mais o lado direito.

Segundo o mito, todos nós seríamos mais bem sucedidos e realizados se aprendêssemos a explorar o potencial total de ambos os hemisférios.

Scott diz que há diferenças na forma como indivíduos lidam com problemas e refletem sobre o mundo, mas isso não tem nada a ver com as diferentes relações de poder entre os dois hemisférios dos seus cérebros.

Os dois hemisférios comunicam e trabalham juntos por meio de uma rede complexa de cabos fibrosos conhecida como o corpo caloso, explica a professora. “São de facto complementares e trabalham juntos”, salienta Scott.

‘A lua cheia influi o comportamento’

Não existe qualquer evidência de que haja uma relação entre a ocorrência da lua cheia e acontecimentos como assaltos, prisões, suicídios, chamadas para números de emergência, internamentos psiquiátricos, envenenamentos e acidentes de automóvel.

Eric Chudler, responsável por vários estudos sobre o assunto, disse: "A maioria das informações - e houve muitos estudos - indica que não existe uma associação entre a fase da Lua e quaisquer desses comportamentos anormais".

‘Ouvir Mozart torna-o mais inteligente’

O compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart é central a uma teoria que floresceu na década de 1990 e que levou muitos a acreditar que tocar peças do músico para os bebés e crianças melhoraria o desenvolvimento dos seus cérebros, tornando-as mais inteligentes.

A pesquisa descreveu um experiência na qual os estudantes de uma universidade na Califórnia realizaram uma série de tarefas.

Os voluntários que ouviram uma peça de Mozart antes de fazer os testes foram ligeiramente mais bem sucedidos, comparativamente aos que ouviram músicas para relaxamento ou não ouviram nada.

Todavia, o efeito positivo da sonata de Mozart sobre o desempenho dos estudantes desapareceu após cerca de 15 minutos.

Dois anos mais tarde, a comunicação social havia transformado as observações do estudo numa teoria segundo a qual tocar Mozart para crianças jovens melhorava a sua inteligência.

Porém em estudos posteriores, a verdade acabou por vir ao de cima e revelar que de facto não estávamos perante um fenómeno extraordinário:

Os especialistas concluíram que qualquer música estimulante tocada antes de uma série de exercícios mentais torna os indivíduos mais alerta e entusiasmados, melhorando consequentemente o seu desempenho.

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