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Cinco mitos e verdades sobre a gengivite

Dentista esclarece dúvidas sobre as causas e tratamentos para a doença gengival.

Cinco mitos e verdades sobre a gengivite

Entre os problemas bucais que mais afetam a população está a gengivite, caraterizada por gengivas inflamadas e provocada, sobretudo, pelo descuido com a higiene oral. Apesar de comum, a doença é ignorada por muitos, acarretando disfunções mais graves, tanto na região da boca como em outras partes do organismo.

De modo a consciencializar os indivíduos sobre os riscos que o não tratamento da gengivite proporciona, Isabella Mendes, dentista e consultora da GUM, marca brasileira de cuidado oral presente em 90 países, esclarece alguns mitos e verdades sobre o problema:

A principal causa é a falta de higiene bucal

Verdade. Com a higiene oral deficitária regista-se a acumulação da placa bacteriana entre os dentes, causando por sua vez a inflamação da gengiva. Porém, outros fatores como o fumo, a diabetes não controlada, hormonas e alguns medicamentos podem desencadear essa acumulação de placa bacteriana e, por consequência, a gengivite. “Dentes tortos também representam uma condição ideal para problemas de gengiva porque criam mais espaços para a formação da placa. Falta de vitamina C, dieta com níveis elevados de açúcar e carboidratos, além da baixa ingestão de água, quando somados ao cuidado oral inadequado são outros fatores prejudiciais”, ensina.

Sangramento das gengivas é um dos sintomas

Verdade. Dentre os sinais da gengivite está o sangramento da gengiva ao escovar os dentes ou ao passar o fio dental. Inchaço e vermelhidão na gengiva também são sintomas da gengivite e antecedem o sangramento. “Em casos mais avançados, a gengiva pode sangrar espontaneamente e até libertar mau cheiro durante o uso do fio dental”, explica.

Pode desencadear problemas mais sérios

Verdade. Quando não tratada, a gengivite a longo prazo pode evoluir para a periodontite, tipo de inflamação mais grave responsável por danificar a gengiva e a estrutura óssea dos dentes, deixando-os moles até caírem. A evolução dessas infeções também está relacionada à incidência de doenças cardiovasculares.

O tratamento é doloroso e demorado

Mito. Ainda durante os sintomas iniciais, como sangramento leve, a retomada de todas as etapas da higiene oral, composta por escovação, fio dental e elixir bucal, já é o suficiente para combater a infeção. “No entanto, se a gengivite estiver mais avançada, é necessária uma avaliação do dentista e a realização de uma limpeza dentária, removendo a placa bacteriana, e até a prescrição e administração de anti-inflamatórios e analgésicos. A limpeza em si não é um procedimento doloroso e é realizada no consultório sem necessidade de anestesia”, pontua.

A prevenção é feita apenas com escovação

Mito. A dentista informa que como a gengivite é o acúmulo de placa entre os dentes, somente lavar os dentes não é suficiente para evitar a doença. A limpeza interdental seguida da escovação é essencial para prevenir inflamações gengivais e demais problemas bucais. “Outro fator que contribui para a saúde bucal é fazer o autoexame com frequência, observando toda a cavidade oral, e procurar orientação de um profissional ao menor sinal de incómodo e alterações na boca”, finaliza.

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