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Vai de viagem? Veterinário esclarece como preparar o seu animal para voar

Porque não sabemos como o animal de estimação pode reagir à viagem de avião, há que precaver qualquer complicação de todas as formas possíveis. O Notícias ao Minuto esclarece como o fazer, com o apoio do médico veterinário Thierry Correia.

Vai de viagem? Veterinário esclarece como preparar o seu animal para voar
Notícias ao Minuto

13:30 - 16/08/18 por Mariana Botelho 

Lifestyle Cuidado animal

É verão, tirou férias e marcou viagem para toda a família. Reservou o hotel, viu e reviu os pontos turísticos obrigatórios e já começou a fazer a mala. Tudo pronto?

Família toda inclui o gato ou cão que mora também lá em casa, e se este também vai na viagem, há que garantir a preparação certa para que a viagem de avião seja o mais confortável e pacífica possível para o animal.

O Notícias ao Minuto falou com Thierry Correia sobre o tema. O especialista, membro da Royal Canin Portugal, esclarece os vários pontos a considerar antes e durante a viagem.

Para começar, importa esclarecer que cada destino tem a sua legislação, tal como acontece connosco, quando viajamos para outros continentes e somos obrigados a tomar certas vacinas e medicação específica. Para cães e gatos não é diferente, aponta Thierry Correia que dá o exemplo do Brasil, onde é obrigatório que o dono de qualquer animal de estimação que para lá viaje leve os resultados de uma análise sanguínea a anti-corpos contra o vírus da raiva. “Em termos gerais, o animal tem de ter as vacinas e desparasitação em dia”, esclarece. Na União Europeia, é também obrigatória a identificação eletrónica para cães. Quanto aos casos mais específicos, o melhor será visitar a embaixada do país para onde vai viajar, onde lhe será dada toda a informação necessária de forma mais atualizada do que a que pode encontrar no site da companhia por onde viaja.

Há que familiarizar o animal com a caixa transportadora

“Semanas antes da viagem deve deixar a transportadora aberta em casa, para que o animal vá lá dormir ou ‘esconder-se’”, sugere o médico veterinário. “Assim, o cão ou gato verá aquele como um local seguro. Deve ser posta lá uma manta para que fique mais confortável e para que a caixa ganhe um cheiro mais familiar.”

Ainda, pode incentivar o animal a entrar na transportadora com alguma comida lá dentro, tudo no sentido de fazer com que o seu animal veja a transportadora como algo positivo.

Embora a viagem a ser feita seja de avião, devem ser feitos pequenos passeios de carro em que o animal vá dentro da caixa transportadora. “Comece com uma viagem de 10 minutos, depois 15, depois meia hora. Assim o seu cão ou gato verá que a transportadora é algo normal e não um castigo ou outra má experiência”.

E porque mesmo com esta preparação alguns animais demonstram nervosismo e ansiedade, será boa ideia precaver a situação junto do seu médico veterinário que irá receitar algum tipo de medicação “que deixe o animal mais tranquilo e confortável”, aponta o especialista.

A medicação de toma oral é a mais comum, mas há casos  em que se opta pela via injetável. “Não se pode generalizar uma receita que seja ‘a melhor’. Há certas moléculas que funcionam melhor num do que noutro animal, por isso o ideal é mesmo consultar o médico veterinário frequente, que já conhece o animal e por isso pode indicar a opção mais segura”, diz Thierry Correia ao Notícias ao Minuto.

No fundo, a reação do animal à viagem irá depender da personalidade, educação e experiências por que já passou. Resta aos donos garantir o maior conforto, que passa pela ambientação à caixa mas não só.

Também a alimentação é importante

Opte por uma refeição ligeira, entre duas a três horas antes da viagem, para que o cão ou gato não fique muito cheio. A par disso, a hidratação não deve ser descurada, principalmente em ambientes de maior calor.

Como explica Thierry Correia, “por vezes em ambiente de stress acontece o animal não querer beber água, por isso o melhor é garantir a hidratação através de comida húmida.

Mesmo com todas as precauções, seja pelo tempo de viagem, destino ou mesmo pelo animal, há quem prefira deixá-lo ao cuidado de algum amigo, familiar ou serviço de pet-sitting e sobre esta alternativa o especialista recomenda que se prefira, sempre que possível, a própria casa a um hotel de animais, principalmente no caso dos gatos, que são muito territoriais. “No seu ambiente, o animal já tem o seu odor, os seus hábitos, as suas rotinas, por isso não vai notar muitas diferenças e assim superará melhor a ausência dos donos”, esclarece.

Como medidas de segurança, garanta que não deixa nenhum fator de risco que possa desencadear um acidente. O veterinário dá o exemplo de uma tábua de engomar, com o ferro em cima e fio elétrico pendurado: tal pode ser visto pelo animal como um brinquedo, mas o ferro pode cair e magoar o animal. Além disso, “deixe sempre o contacto do seu médico veterinário à pessoa que o vai visitar”.

As rotinas do animal devem ser mantidas

“O ideal é tentar manter os hábitos que o animal tem quando está com os donos. Sabemos que há pessoas que só podem visitar o animal dia sim dia não, mas isso é o limite. Mais do que 48 horas sem vigilância não é muito recomendado. Ou todos os dias ou dia sim dia não”, aconselha o especialista.

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