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É assim que os golfinhos vão sobreviver às alterações climáticas

Os oceanos estão gravemente afetados pela poluição, o que põe em risco toda a vida animal marinha. Mas cientistas apontam, no caso dos golfinhos, uma capacidade de adaptação a novos meios que reduz o risco de extinção desta espécie.

É assim que os golfinhos vão sobreviver às alterações climáticas
Notícias ao Minuto

08:00 - 19/07/18 por Mariana Botelho 

Lifestyle Adaptação animal

É graças à maior concentração de glóbulos vermelhos no sangue que certos golfinhos conseguem mergulhar até distâncias bem mais profundas do que as que normalmente mergulham. Este foi o teste analisado e confirmado, que leva cientistas a crer que os golfinhos possuem uma capacidade de adaptação a diferentes meios, quando assim o são obrigados.

Na maioria dos animais desta espécie, 10 metros é a normal distância a que se mergulha, mas foi verificada a capacidade de estes mamíferos mergulharem até 1000 metros de profundidade – os que o fazem, contam com cerca de 25% mais glóbulos vermelhos que os primeiros, mas esta é uma capacidade que qualquer golfinho pode atingir, se assim o necessitar, é tudo uma questão de prática.

O estudo partiu do caso de ‘Tuffy’, um golfinho que em 1965 foi analisado nos Estados Unidos e que conseguia mergulhar até 300 metros, vindo à superfície para respirar apenas após meia hora de mergulho, mas não se esperava que aumentar a distancia para 1000 metros fosse algo possível, aspeto que agora se verifica e que é explicado pela grande quantidade de células vermelhas, que portam hemoglobina, uma proteína que ajuda as células a transportar oxigénio pelo corpo.

Por que tal aspeto é só visto em alguns golfinhos?

Em locais com temperaturas mais quentes, como nas Bermudas, por exemplo, os golfinhos estudados contam com maior quantidade de glóbulos vermelhos pela necessidade de mergulhar em águas mais profundas. Noutros lados do globo, por sua vez, e embora o organismo do animal seja semelhante, não há necessidade de tais mergulhos, pelo que o animal não desenvolve a referida adaptação, ainda que o possa fazer quando necessitar.

A confirmação a que se chega refuta assim a primeira teoria de que o motivo para tal ‘flexibilidade fisiológica’ se devesse a uma diferente estrutura pulmonar que é, afinal, semelhante em qualquer golfinho.

Este aumento de resistência dá pois aos golfinhos a possibilidade de procurar alimento em lugares que se pensava inalcançáveis por esta espécie, levando os cientistas a acreditar que a adaptação a um oceano mais quente e com menos espécies que lhe sirvam de alimento.

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