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Transplante de células estaminais entre irmãos cura anemia falcimore

Uma criança de oito anos com anemia falciforme foi curada após transplante hematopoiético com a amostra de sangue do cordão umbilical do seu irmão mais novo, guardada num banco familiar.

Transplante de células estaminais entre irmãos cura anemia falcimore
Notícias ao Minuto

17:30 - 20/06/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Avanço científico

No início de 2017, os pais da criança agora curada guardaram o sangue do cordão umbilical do seu filho mais novo, na expectativa de este poder ser usado para tratar o filho doente. O transplante foi realizado em junho de 2017, nos EUA, no Centro Médico Hospitalar Infantil de Cincinnati, para onde a amostra de sangue do cordão umbilical foi enviada após vários testes, em conformidade com os rigorosos critérios da American Association of Blood Banks (AABB) e da FDA (Food and Drug Administration). Quase um ano depois, a criança está completamente curada e mantém uma vida saudável, livre de doença.

Atualmente, a única cura para a anemia falciforme é o transplante de células estaminais hematopoiéticas, como as encontradas no sangue do cordão umbilical, sendo estes transplantes mais eficazes em crianças e adultos jovens. Além disso, quando o dador de células estaminais é um irmão compatível, os resultados são extremamente positivos, com cerca de 90% de sobrevivência livre de doença. Após o sucesso dos transplantes de células estaminais, os doentes com anemia falciforme não apresentam sintomas e a sua qualidade de vida melhora significativamente.

“O sangue do cordão umbilical é considerado uma fonte de células estaminais alternativa à medula óssea, podendo ser usado no tratamento de diferentes tipos de leucemias, linfomas, hemoglobinopatias, nas quais se inclui a anemia falciforme, e ainda, em imunodeficiências e doenças metabólicas, contando atualmente com cerca de 80 indicações.”, refere Carla Cardoso, Investigadora no Departamento de I&D da Crioestaminal.

A anemia falciforme é uma doença hereditária que afeta a forma dos glóbulos vermelhos. Os glóbulos vermelhos saudáveis têm forma circular em disco, enquanto os glóbulos vermelhos dos doentes com anemia falciforme têm forma de foice ou de crescente. Os glóbulos vermelhos em forma de foice tendem a unir-se em agregados, provocando bloqueio em vasos sanguíneos de pequeno calibre (capilares). O bloqueio dos capilares reduz o fluxo sanguíneo aos tecidos e pode conduzir a crises de dor, infeções, lesões no baço, nos rins, no cérebro, nos ossos e noutros órgãos e, eventualmente, derrame cerebral. Para além disso, estes glóbulos vermelhos não transportam oxigénio de forma eficiente, fazendo com que estes doentes apresentem anemia crónica, fadiga e falta de ar.

As crises características desta doença são tratadas com analgésicos e outras medidas de suporte, sendo as transfusões de sangue ocasionalmente necessárias. As vacinas contra infeções bacterianas, antibióticos profiláticos e o tratamento agressivo das infeções permitem prolongar a vida destes doentes.

A Crioestaminal, fundada em 2003, foi o primeiro banco de criopreservação em Portugal, sendo o maior da Península Ibérica e o quarto a nível europeu.

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