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Dormir poucas horas pode matar? Eis o que a ciência diz

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Dormir poucas horas pode matar? Eis o que a ciência diz
Notícias ao Minuto

22:00 - 22/05/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Bons sonhos

Hoje em dia, Randy Gardner tem 68 anos de idade e está vivo e de boa saúde, apesar de ter permanecido durante mais de 264 horas acordado, 11 dias ao todo, sem interrupção, quando tinha apenas 17 anos.

Gardner, não só estabeleceu um recorde para a deprivação de sono, como demonstrou que é possível permanecer acordado durante mais de uma semana e ainda assim não morrer prematuramente. Mas antes que vá preparar um café extra forte, existem alguns factos que deve ter em conta.

Esqueça as histórias assustadores de tortura, que envolvem a CIA ou o KGB – não existem quaisquer provas que seja possível morrer devido à falta de sono.

Todavia, são de registar outras consequências nada favoráveis. Três dias após o começo daquela experiência, Gardner começou a sofrer com oscilações de humor severas e a perder a coordenação motora. Mais ainda os seus sentidos foram afetados, sobretudo o olfato.

Ao quinto dia estava a alucinar, e num estado semi consciente.

Mais ainda, análises efetuadas à atividade cerebral do individuo detetaram que afinal Gardner não estava assim tão acordado… e que várias partes do seu cérebro tinham de facto cessado de funcionar.

Apesar de não ter sido uma experiência agradável, a verdade é que nada sugeriu que influenciasse negativamente a saúde daquele sujeito a longo prazo.

Tal torna-se particularmente interessante quando se tem em conta que esses resultados contrastam com experiências realizadas em animais. Em 1898, dois fisiologistas italianos mantiveram dois cães acordados durante duas semanas, o que tragicamente levou à morte de ambos, ao que pareceu dever-se a uma degradação significativa de vários nervos no cérebro e da medula espinal.

Experiências semelhantes realizadas em ratos também comprovaram que a falta de sono pode ser mortal.

Porém, e por algum motivo, parece que o sistema neurológico dos humanos adotou mecanismos de sobrevivência, semelhantes aos das aves e de outros mamíferos, que permitem manter a habilidade de cessar certas partes do cérebro enquanto permanecem semi acordados – ainda que não funcionem de acordo com as suas totais capacidades.

Cientifica e evolutivamente, a habilidade do ser humano para entrar num chamado microsono, quando se esforça para além dos seus limites poderá ter sido útil no passado pré-histórico quando tentava sobreviver, entre criaturas e climas inóspitos.

Porém, Karyn O’Keefe, do Centro de Pesquisa do Sono, na Universidade de Massey, na Nova Zelândia, em declarações à publicação ScienceAlert, explicou: “A deprivação do sono aumenta drasticamente o risco de ocorrência de todo o tipo de acidentes, e a longo prazo a ação de dormir poucas horas diariamente está diretamente relacionada com o aparecimento de doenças como a obesidade, a diabetes tipo 2, patologias cardiovasculares e de incidência de enfarte e de doenças do foro mental, como a depressão ou a ansiedade”.

E a psicóloga Lora Wu, clínica no mesmo Centro de Pesquisa do Sono, salientou: “A ocorrência de insónia familiar fatal é uma doença priónica extremamente rara que ataca o cérebro. A típica insónia é nestes casos um sintoma daquela que é uma condição neurodegenerativa letal, e que leva à morte em apenas dois anos”.

Contudo, não entre em pânico. Em todo o mundo foram reportados apenas 60 casos desta patologia, em 27 famílias –, ou seja provavelmente está safo!

Ainda assim, ficar acordado a noite toda a ver séries da Netflix vai mais tarde ou mais cedo influenciar a sua saúde e bem estar. Porquê arriscar? Cuide-se.

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