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"Na televisão fazem-se verdadeiros amigos, mas contam-se pelas mãos"

José Figueiras, o apresentador que nasceu com a SIC, é o entrevistado de hoje do Vozes ao Minuto.

"Na televisão fazem-se verdadeiros amigos, mas contam-se pelas mãos"
Notícias ao Minuto

11:00 - 03/04/18 por Marina Gonçalves

Fama José Figueiras

José Figueiras começou nas rádios locais, mas foi na Rádio Comercial que se tornou profissional da comunicação. Da emissora radiofónica passou para a televisão, tendo-se estreado nos meandros do audiovisual no mesmo momento em que nasceu a estação onde ainda hoje trabalha, a SIC.

Há 25 anos em frente às câmaras, já fez vários programas que foram um sucesso, entre eles o 'Muita Lôco' (onde surgiu a música 'Tirolês') e o ‘Ai os Homens’, por exemplo. Nos últimos anos, tem vindo a mergulhar no programa que leva um pouco de Portugal aos emigrantes.

Uma vida recheada de bons momentos e que conta sempre com muita “naturalidade”. Como o próprio diz, “tudo acontece de forma natural e nada que esteja à espera”. 

Em entrevista ao Vozes ao Minuto, José Figueiras recorda alguns dos melhores momentos da sua carreira, falando também das questões que o preocupam sobre o futuro, sem esquecer a família. 

O que mais gostava de fazer na infância? Quais as melhores memórias que guarda desse tempo? 

Sempre as brincadeiras normais de uma criança ou de um jovem na altura. Mas lembro-me de que uma das minhas brincadeiras prediletas era, sem dúvida, estar em frente à televisão a fingir que era jornalista a apresentar o telejornal. Então punha-me a ler coisinhas. Já estava aqui qualquer coisa no ADN. 

Gostou sempre de comunicar e, depois do curso de Comunicação Social, tirou outro no Cenjor. Foi no final desse que recebeu um estágio na Rádio Comercial, onde acabou por ficar durante algum tempo... 

Passei pelas rádios locais e foi na Rádio Comercial que comecei a ser mesmo profissional e a perceber 'isto agora é a primeira divisão. Isto é a sério'.

Depois entrou para a SIC. Como foi a transição da rádio para a televisão? 

Foi por mera coincidência. Estava a trabalhar como jornalista na rádio, tinha 22-23 anos, e já tinha uma grande responsabilidade, ia fazer notícias, ia a conferências de imprensa, fazer reportagem... mesmo jornalista puro e duro. Depois, um dia há um anúncio que está no jornal que dizia: Precisa-se de comunicadores para um canal de televisão privado que vai abrir brevemente em Portugal. Nós sabíamos que vinha aí a SIC e a TVI. Liguei para me inscrever e aí começou o processo todo. Fiz um casting, uns testes, fui selecionado e depois fui fazer mais uns testes... Eram mil pessoas a concorrer e escolheram três. O Zé teve a sorte de ter sido o único rapaz escolhido na altura. Isto é um orgulho. Era um Zé completamente desconhecido de toda a gente. Trabalhava um bocadinho nesta área, já vinha com algumas bases... E vim fazer a meteorologia, coisa de que eu não percebia nada, mas queriam um apresentador que fosse fazer a meteorologia como existia na altura a grande referência que era a CNN. Fizemos um curso para fazer a meteorologia, mas eu não percebia nada. Limitava-me a traduzir um script de um texto em inglês, colocava aquilo em português e fazia com a minha linguagem.

Depois passou para os programas de entretenimento, tendo conduzido muitos que foram um sucesso. 'Muita Lôco', 'Ai os Homens'.... 

Primeiro foi o ‘Muita Lôco’. Eu salto da meteorologia para fazer o ‘Muita Lôco’, uma coisa completamente diferente. 

O diretor do canal encontrou-me uma vez no corredor e disse: 'Tu tens que sair da meteorologia. Temos de te arranjar um programa'

Mas foi proposta sua ou escolheram-no? 

Não, foi escolha cá da casa. Eu era miúdo e nem sabia como era apresentar propostas de programa. Veio uma equipa do Brasil e como eu era - não sei - talvez muito extrovertido, o diretor do canal encontrou-me uma vez no corredor e disse: ‘Tu tens que sair da meteorologia. Temos de te arranjar um programa’. E o realizador e a equipa que tinham vindo do Brasil tinham-me dito exatamente o mesmo. Era um formato que existia no Brasil com 200 milhões de pessoas, que era um sucesso e que nós adaptamos para cá. 

O que retira desses primeiros passos como apresentador? O que aprendeu com esses formatos? 

Aprendi a fazer televisão, sobretudo - o que é a capacidade de improvisar num direto, nós não estávamos em direto, mas começávamos a gravar e só parávamos quando terminava, como se estivesse num direto. Aprendi a desenvolver esta capacidade de poder comunicar, ter o timing certo... Foi uma escola, um laboratório para mim. 

Na televisão já viveu alguns momentos caricatos. Qual foi o mais embaraçoso? 

Há tantos... Há uns que eu tenho de pôr em memórias num livro que é o que toda a gente me diz. Uma situação do ‘Muita Lôco' em que a equipa de produção muda um dos temas à última hora. Nós tínhamos vários temas naquele programa e naquele dia mandaram-me o alinhamento todo para casa com os convidados [o tema era prostituição]. [Supostamente] ia ter como convidados a responsável pela instituição 'O Ninho' - que acolhe mulheres que andaram na prostituição e querem mudar de vida -, ia ter uma prostituta... então preparei exatamente aquilo tudo em casa. Mas por questões de logística, o tema do programa mudou, mudaram os convidados, e o tema já não era a prostituição, mas sim a saúde. E ninguém me avisou. Então eu vou para o ar – aquilo não era direto – e começo: ‘Bem-vindos ao ‘Muita Lôco' e hoje vamos falar sobre prostituição. Chamo já a primeira convidada, a diretora de 'O Ninho'...’. As pessoas chegavam, vinham lá de trás, e diziam, não sou Luísa, sou Rosa. Eu pensei que se tinham enganado no nome e chamo as pessoas todas até que às tantas toda a gente diz que não vem falar de prostituição. Cortaram e só depois me avisaram que o tema era saúde. Uma bronca... Esse foi um dos momentos que mais me marcou.

No ‘Ai os Homens’ houve uma situação engraçada. Estávamos no meio de uma gravação com 200 pessoas em estúdio e as meninas que empurravam os homens para a piscina, empurraram um rapaz à piscina e eu digo: ‘Ei, que pena, mais um candidato eliminado. Uma salva de palmas para ele’. E viemos todos embora. De repente, estava o rapaz a afogar-se na piscina porque não sabia nadar. E um dos requisitos para concorrer ao programa era se sabia ou não nadar. De repente para a gravação e há um segurança que se atira à piscina para ir buscá-lo. Ele pensava que ia ganhar aquilo e que não ia à água. 

Notícias ao MinutoJosé Figueirasno estúdio onde atualmente conduz o programa 'Alô Portugal'© Blas Manuel / Notícias Ao Minuto

Há quase dez anos que apresenta o 'Alô Portugal' da SIC Internacional. O que retira deste programa? 

Retiro uma grande experiência, mais um programa feito com dedicação. 

Estou numa fase na vida, de há uns 10, 15 anos para cá, em que amadureciComo é que vê a evolução do formato? 

O programa tem de se adaptar. No início era uma coisa muito mais pequena em que os emigrantes entravam em direto e de repente tornou-se num programa que é, de facto, um verdadeiro show em termos televisivos a esta hora, porque estamos em direto para o mundo inteiro e as pessoas ligam... É um programa que evoluiu ao longo destes dez anos. É engraçado porque eu fiz várias coisas no entretenimento puro e duro, brincadeiras, jogos, concursos… e agora estou numa fase na vida, de há uns 10-15 anos para cá, em que amadureci. Ao amadurecer já faço outro tipo de programas. Há uma evolução na própria carreira. Aprendi muito com o ‘Alô Portugal’.

Como é ser o famoso mais adorado pelos emigrantes? 

Não, um dos. É bom ter o carinho. Modéstia à parte: quem é que não gosta de receber uma palmadinha nas costas? Sei que têm um carinho muito especial por mim, mas também faço por isso. És natural, não és arrogante, és humilde... és tu. Parecendo que não, isso cria um certo carinho neles, eu sou um deles, e isso é o que faz o sucesso do programa: Eu ser igual aos telespectadores. 

As pessoas vêm ter comigo e dizem que sentem saudades de me verSente saudades de estar com um programa diário na SIC generalista? 

Sinto, não digo que não. Mas também me sinto junto da nossa comunidade. Ao fim de semana estou sempre a ser convidado para ir à comunidade. Agora, tenho saudades também de um programa generalista e é impressionante que eu não estando no ar na generalista para aí há meia dúzia de anos - porque, entretanto, além do 'Alô' vou fazendo uma série de coisas na generalista – tenho o carinho do público cá fora. Depois tenho um target muito específico que são as velhotas e até malta mesmo da minha geração. As pessoas vêm ter comigo e dizem que sentem saudades de me ver.

Mas sente que o público mais jovem já não o reconhece? 

O público mais jovem é natural que tenha outras referências, como é obvio. É engraçado que o público mais jovem não me reconhece tanto pela televisão, mas pelo tirolês. Acham que eu sou cantor. 

Qual o formato de programa que gostava de fazer que ainda não fez até hoje? 

Há um programa que eu acho que toda a gente gostava de fazer que é um programa de viagens. Andar pelo mundo a sugerir destinos. Deve ser o melhor programa da vida. Esse é um dos formatos que nada impede que um dia faça. Basta eu desligar-me um bocado deste mundo e sugerir esse tipo de programa. Hoje em dia, o conceito de televisão mudou muito. Tu podes ser um youtuber ou um blogger e fazes os teus próprios programas e tens os teus próprios seguidores. Esta coisa da televisão eu acho, não é que tenha os dias contados porque há sempre público para carregar no comando, mas há uma nova geração que já mudou e está a mudar constantemente todo este conceito do apresentador. 

A televisão tem de se reinventar, mas não sei qual é a receitaMuitos dizem que a televisão vai ter de se reinventar para se manter. O que mudaria para cativar mais os telespetadores? 

Não mudaria nada porque nem tenho capacidade criativa para agora ser aqui um expert a fazer grelhas e programas de televisão. Acho que os formatos que estão (o programa da manhã e o da tarde) ainda se ajustam ao público alvo. Mas dentro de cinco anos não sei se este conceito continua porque é um público que está a chegar. Há malta que diz que o pai que tem 50 ou 60 anos já se vai reformar e vai ser ele que vai estar em casa a ver telenovelas e não sei quê. Mas não. Está noutra. Agora televisão com o comando isso estás sempre a ver. Picas nem que seja para veres um filme ou para uma reportagem. Aquilo que gostas de ver. Ser o consumidor que vai ficar a ver a dona Fátima ou a dona Júlia não. Por isso tem de se reinventar, mas não sei qual é a receita. 

Na televisão consegue-se fazer verdadeiros amigos? 

Consegue-se. Eu fiz alguns ao longo destes 25 anos. Tenho a noção e temos todos a noção de que é tudo muito superficial como em todo o mundo artístico, como em todo o mundo das modas, como em todo o mundo showbiz, mas consegue-se. Há determinadas pessoas que depois te ficam na vida. Aliás, quando passamos a maior parte do tempo e esta é a nossa atividade profissional, ganhas os teus amigos, mas tens dezenas de conhecidos. Vais selecionando os teus amigos, aqueles teus amigos a quem vais jantar a casa e eles à tua. Esses são os teus amigos televisivos que, para ser sincero, contam-se pelas mãos. O resto é tudo superficial como em qualquer trabalho. 

Já fez também participações pontuais na ficção nacional, entre elas, 'Uma Aventura' e mais recentemente na novela ‘Espelho d'Água’... 

É engraçado, convidam-me como o Figueiras e não como personagem. 

Mas já pensou dedicar-se ao mundo da representação? 

Não é uma questão de ter estado nos meus planos. Eu quando era miúdo, 17, 19 anos, tinha um grupo de teatro. Mas aquela coisa do ser ator, quando chega a parte do 3,2,1, silêncio no estúdio vamos gravar, eu fico tão nervoso. Eles dizem-me: ‘Olha é exatamente como quando eu vou lá ao Alô, é como eu fico’. Porque não é o nosso habitat. 

Já pensei em mudar de atividade. Houve alturas em que disse: ‘Agora fechava a loja e ia mas era para um sítio qualquer fazer outro tipo de coisaAlguma vez pensou em mudar de vida radicalmente? 

Já. Costumo dizer que se me saísse o Euromilhões nunca deixaria de trabalhar e fazer aquilo de que gosto. Tinha mais oportunidades para sugerir um programa e investir, oferecer um programa ao canal caso quisesse. Já pensei em mudar de atividade. Houve alturas em que disse: ‘Agora fechava a loja e ia mas era para um sítio qualquer fazer outro tipo de coisa. Aproveitar e curtir a vida. Também não ser um amor e uma cabana porque há contas para pagar, mas uma coisa que desse gozo’. E há coisas que às vezes passam pela cabeça. Gosto muito de trabalhar com as comunidades e digo, às vezes, na brincadeira, que se tivesse uma proposta para ir trabalhar junto da comunidade como assessor da embaixada, a dar conselhos e ajudar no que pudesse, se calhar era um trabalho de que eu gostava. Se me convidassem para ir trabalhar como comissário de bordo se calhar até gostava, ainda hoje digo isso. 

É o que costumo dizer, estudem, façam um curso. Hoje é tudo tão descartável...Quais são os maiores conselhos que guarda dos seus pais? 

Quando entrei para a televisão, o meu pai dizia-me assim: ‘Tira mas é um curso. Tem uma profissão, mecânico, serralheiro...’ Que era o conceito que ele tinha, tinhas de ter uma profissão para ser um homem sucedido na vida. Que é não depender de ninguém. O meu pai tinha esta visão. Espremendo isso, o que fica é a mensagem de que podes ser tudo, mas escolhe uma profissão que gostes. Faz um curso que gostes. Agora queres ser ator, mas amanhã, afinal, queres ser modelo porque até és giro e convidam-te para um desfile, então deixas tudo porque queres é ser modelo porque é o que está a dar, mas isso acaba. Depois vais buscar os alicerces e pensas que não acabaste o teu curso. É o que costumo dizer, estudem, façam um curso. Hoje é tudo tão descartável...

E foi esse o conselho que tentou dar aos seus filhos? 

Foi e eles hoje têm as licenciatura deles. Gostavam muito de também serem das novelas e participaram em algumas coisinhas, mas aperceberam-se e também tinham um pai que lhes dizia: ‘Ou és para ser topo, ou vais ser um mero figurantezinho a vida toda'. Então a minha filha escolheu um curso na área dela, Relações Internacionais e depois fez mestrado em Sustentabilidade para trabalhar na  ONU... Ele está a seguir Gestão e Economia, que é uma área que ele gosta e é o que nós dizemos: 'Um dia se te chamarem ou abrirem um casting para qualquer coisa, vai'. Pelo menos o curso está feito, o resto é gozo pessoal. 

Em que é que eles são mais parecidos com o pai? 

Têm o lado muito germânico da mãe - muito correto, horários, pontualidade -, depois também o lado extrovertido do pai. Têm dos dois, mas são muito eles também. Se calhar até mais reservados. Houve uma altura em que eram quase obrigados a fazer produções, a estar em fotografias e já era um sacrifício. Eles queriam ser anónimos e houve uma altura, a partir dos 18 anos, em que começaram a não ir. 

Preocupa-se com o futuro sobretudo por causa dos seus filhos? 

Preocupa-me a todos os níveis, mas não vivo obcecado por isso. Acho que também já entrei numa fase da vida que é ir vivendo as coisas. Não fazer grandes projetos lá para a frente. As coisas acontecem tão rapidamente agora. Nós antigamente tínhamos estes empregos para a vida, hoje já não há isso. Tenho um exemplo lá em casa. A minha filha fez o mestrado e arranjou estágio em Bruxelas, esteve lá seis meses, entretanto, acabou o estágio e candidatou-se a uma outra coisa e vai trabalhar para Praga, mais seis meses e anda de quarto em quarto... Enquanto pai preocupa-me, é minha filha, e digo: ‘Meu Deus, vai ser sempre assim agora?’.  

Sufoca-me um bocado a quantidade, o crescente turismo que está a existir e a quantidade de massas [de pessoas] que chegam e que saemO mundo tem vindo a assistir a vários conflitos... Como é que vê tudo o que está a acontecer? Se dependesse de si, o que faria? 

Se dependesse de mim era a varinha mágica, parece a frase feita e o mundo cor de rosa: Acabava com as guerras, paz no mundo... Agora, sabemos que não é fácil. O que está a acontecer sobretudo na Síria e as imagens que [têm circulado] preocupa-nos muito, preocupa-me o terrorismo. Não tenho pânico nem pavor, mas preocupa-me estas massas de gente. Sufoca-me um bocado a quantidade, o crescente turismo que está a existir e a quantidade de massas que chegam e que saem, os aeroportos carregadíssimos. Isto tudo é mesmo, meu Deus, isto está quase a rrebentar pelas costuras. Preocupa-me as secas, as questões ambientais que são muito sérias dentro de 10 a 15 anos. 

E enquanto figura pública qual a mensagem que quer deixar? 

Em relação às questões ambientais, acho que temos que repensar seriamente no mal que estamos a fazer ao planeta. Isto parece conversa cor de rosa, mas cada vez mais me preocupo com isso. E o apelo que faço à geração futura é para se preocuparem mais com as questões ambientais e que não sejamos tão egoístas. A tendência é cada vez mais para nos isolarmos, sermos egoístas e pensarmos em nós. Preocupa-me um bocadinho a selva das pessoas. 

Em 2012 separou-se e, desde então, não vimos o José ao lado de mais ninguém. Já voltou a apaixonar-se ou sente que o amor ficou para segundo plano? 

Não. Escondo-me um bocadinho em relação a esse lado porque na altura em que me separei foi um suplício e então resguardo-me um bocado. Se vou com alguém a determinado sítio, faço questão de ir tirar a fotografia sozinho ou com os amigos. Agora se houver um paparazzi... isso não podes controlar. Mas o amor não acabou. 

Hoje é um homem completamente feliz e realizado? 

Acho que me posso considerar uma pessoa feliz porque trabalho na área que gosto, felizmente tenho saúde, tenho alguns projetos ainda... Tenho esta flexibilidade de poder pagar as contas, poder dar um futuro aos meus filhos que os ajude nesse aspeto, fazer uma série de coisas, ter o meu trabalho, que é o que muita gente não tem hoje. Só me posso considerar feliz pelo o que faço e pelo o que sou. 

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