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"Lembro-me de cair no chão e começar aos gritos", diz viúva de Tony Lemos

Marta Silva esteve no 'Júlia', da SIC, para recordar e homenagear o músico que morreu em 2020.

"Lembro-me de cair no chão e começar aos gritos", diz viúva de Tony Lemos

Foi no ano em que a pandemia da Covid-19 fechou o mundo que Tony Lemos morreu, em outubro de 2020. Esta segunda-feira, dia 5 de fevereiro, Marta Silva, companheira do músico, decidiu abrir o coração e falar sobre esta fase difícil que tem vivido desde o dia em que viu o seu amor partir.

Tony Lemos tinha o sonho de abrir uma casa de bifanas e conseguiu abrir um restaurante com Marta. Mas na altura da pandemia viu-se obrigado a fechar o estabelecimento, assim como os restantes donos do sector da restauração. Além disso, os outros negócios, a carreira na música, também pararam. Mas "nunca tiveram dificuldades".

"O Tony sofria muito por antecipação, era muito ansioso. Começava a pensar no futuro. Preocupava-o muito o tempo que iria durar a pandemia. Todos os dias falava nisso. Via-o triste com isso, muito", diz Marta Silva, que "vê-lo parado, pensativo e isolado" era o que a deixava mais "preocupada".

"Ele no início achava que ia ser uma coisa de curto prazo, mas depois começou a preocupar-se mais", frisou, referindo também que Tony não deixava de ter momentos de alegria.

Entretanto, chegou a notícia de que iriam ter um filho, um desejo de Tony Lemos, que ficou "muito feliz". "Ele dizia a toda a gente que ia ser uma menina de olhos azuis, e foi", contou Marta Silva.

"Nessa altura, acho que ele ficou outra pessoa, no meio daquela tristeza e preocupação que ele andava. Ele contava a toda a gente, até dizia aos pais que este bebé era uma dádiva de deus", recordou.

Tony sempre disse que seria uma menina, mas o sexo da criança só se confirmou no dia em que o músico morreu, a 13 de outubro de 2020. Isto porque levaram Marta ao hospital para confirmar que estava tudo bem com o bebé.

"O que aconteceu [a morte do músico] foi numa terça-feira de manhã e fiz a ecografia à noite", lembrou. "Só me lembro de chorar, chorar, chorar", disse ainda.

Ao contar a Júlia Pinheiro sobre como é que recebeu a notícia da morte de Tony Lemos, Marta Silva relatou que estava no restaurante quando a tia do músico lhe ligou a dizer que se tinha passado algo grave.

"Era um dia normal, saí de casa para trabalhar e ele ficava para tratar de outras coisas", lembrou. Na altura, Tony tinha sido diagnosticado com uma depressão e estava a tomar medicação há quase 15 dias.

A tia do artista foi a primeira a encontrá-lo sem vida. Isto porque já era normal ela ir lá a casa e estranhou o facto de Tony Lemos não ter descido para a cumprimentar, como era habitual. "Ele não desceu e ela passado algum tempo foi lá ver como é que ele estava", recordou.

Marta Silva diz que não houve nenhum tipo de sinal. Aliás, recorda, no domingo anterior tinha prometido a Marta que iria estar presente no parto. A conversa era sobre o futuro. Na segunda-feira também tinha feito várias chamadas e marcado reuniões.

"A única coisa diferente era mesmo ele andar mais pensativo, com o olhar longe, distante", realçou, sem esquecer que Tony continuava a ser muito brincalhão com a filha de Marta. "Eles eram muito chegados".

A notícia deixou Marta Silva destroçada. "Só me lembro de cair no chão e de começar aos gritos. Eu estava no restaurante, fui aos gritos até casa", contou. "Já passei por muitas fases, naquele momento só me perguntava o porquê. Mas depois pensava que ele estava doente e não podia pensar assim. E foi só por estar doente, não foi por outra razão, foi pela doença. Mas claro que pensamos de tudo", desabafou.

Marta estava grávida de cinco meses quando Tony morreu aos 47 anos. "Foi horrível. Aquilo que idealizei, ainda por cima ele tinha-me prometido que ia estar lá [no parto]", acrescentou, destacando que a menina chama-se Alice e que o nome foi escolhido por ela e pelo músico, pois era uma "homenagem que ele queria prestar à avó materna", que dizia ser o seu "anjo da guarda". "Ainda por cima hoje olho para a cara dela e é a cara do pai. É complicado", continuou.

No dia do parto esteve na companhia de uma cunhada, isto porque a irmã de Tony, Filipa Lemos, não conseguiu estar presente. Estava fora do país e a pequena Alice também decidiu nascer mais cedo. No entanto, apesar da tristeza por não ter consigo o companheiro, teve um "parto abençoado" ao contrário das suas experiências anteriores.

Mal a bebé Alice nasceu, recorda, "agarrou" no dedo da mamã. "Estava a dar peito pela primeira vez e ela a agarrar-me no dedo, a apertar mesmo, como que a dizer eu estou aqui", partilhou Marta Silva.

Neste momento, Marta vive em Barcelos, na casa que tinha começado a construir com Tony Lemos. Fechou o restaurante que abriram em conjunto porque "deixou de fazer sentido". "A partir daquele dia fechei e nunca mais o abri, era uma coisa nossa. Nem pensar entrar lá e não o ver lá. Ele fazia de tudo. Chegava, vestia o avental e toca a tirar bifanas. Deixou de fazer sentido", partilhou.

Os filhos de Tony Lemos vivem com a mãe e Marta continua a ver com frequência a família do companheiro. "Todas as semanas vou ao Porto ao cemitério e vou ter com os pais dele. Damo-nos super bem. Sinto que estamos mais chegados. Noto que somos o apoio uns dos outros", revelou.

Já a pequena Alice, quando vê a fotografia de Tony Lemos diz logo que é o pai. "Tenho em casa um lugar que tenho a foto do pai, e todos os dias de manhã ela aponta para ir lá cima dar um beijinho à foto do pai, todo os dias", diz Marta Silva. "Ela é muito parecida com ele, não só fisicamente. Ela não é criança de ir ver os bonecos ao YouTube, quer sempre música", partilhou.

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Se estiver a sofrer com alguma doença mental, tiver pensamentos auto-destrutivos ou simplesmente necessitar de falar com alguém, deverá consultar um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral. Poderá ainda contactar uma destas entidades:

SOS Voz Amiga (entre as 16h e as 24h) - 213 544 545 

Conversa Amiga (entre as 15h e as 22h) - 808 237 327 (Número gratuito) e 210 027 159

SOS Estudante (entre as 20h e a 1h) - 239 484 020

Telefone da Esperança (entre as 20h e as 23h) - 222 080 707

Telefone da Amizade (entre as 16h e as 23h) – 228 323 535

Leia Também: Mulher de Tony Lemos dos Santamaria quebra silêncio: "A tia ligou-me"

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